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31 de dez. de 2016

Resenha: Esquadrão Rogue - Michael A. Stackpole

Título: Esquadrão Rogue
Original: Rogue Squadron
Série: X-Wing #1
Autor: Michael A. Stackpole
Páginas: 352
Editora: Aleph (novembro de 2016)

Sinopse: Dois anos e meio depois dos acontecimentos de O Retorno de Jedi, resquícios das forças imperiais, isoladas mas ainda poderosas, se espalham pela galáxia. Esses postos avançados ameaçam a paz ao tentar derrubar a Nova República e restabelecer uma tirania violenta e opressora do lado sombrio. Para combatê-los, surge uma nova geração de pilotos de X-wing. Seguindo os passos da equipe que destruiu a Estrela da Morte, os novos pilotos encaram um desafio ainda mais perigoso e desafiador que o de seus predecessores. Mas seu líder, o lendário piloto Wedge Antilles, sabe a dura verdade: mesmo sendo o melhor esquadrão da galáxia, as missões que os Rogues enfrentarão são praticamente suicidas. Em uma das melhores aventuras de STAR WARS, que inspirou games e quadrinhos estrelados pelo esquadrão, Michael A. Stackpole presenteia o leitor com conflitos pessoais, tramas políticas e batalhas espaciais impressionantes.

Star Wars é algo bem recente para mim, tanto é que fui COMEÇAR a assistir aos filmes nesse ano de 2016, e só a partir daí é que me atualizei com o episódio VII e Rogue One na semana passada.

Como não poderia ser diferente, viciei. E a vontade de ler algo do universo expandido aumentou, portanto decidi começar a ler Esquadrão Rogue, lançamento mais recente da editora Aleph.

Quase 3 anos após a destruição da segunda Estrela da Morte e das mortes de Darth Vader e do Imperador Palpatine, o enfraquecimento do Império é perceptível. Ao mesmo tempo, forças imperiais ainda existem e planejam mais contra-ataques para tirar a Nova República do poder.

"Inevitáveis como os impostos e lentos como a burocracia, eles vieram."

E é nessa hora que uma nova geração de pilotos de X-wing começa a ser treinada por nada mais nada menos que Wedge Antilles, sobrevivente das duas corridas contra as temidas Estrelas da Morte.

Biggs, Luke, Wedge e Wes

Acompanharemos principalmente a vida do tenente corelliano Corran Horn, que acaba se mostrando um excelente piloto, mas sem conseguir deixar para trás o seu passado meio obscuro. A princípio sua relação com os demais pilotos não é das melhores, mas os laços irão se estreitar um pouco ao longo das 352 páginas de Esquadrão Rogue, que passam voando, já adianto aos leitores.

Alguns dos capítulos do livro são dedicados à missões de treinamento, onde todos precisam aprender (na marra) o que significa fazer parte do esquadrão e qual o seu lugar dentro dele. Sacrificar-se para que o companheiro sobreviva é uma atitude nobre, mas o comandante Antilles não quer que nenhum piloto tenha o mesmo destino dos seus amigos durante as batalhas anteriores.

Para aqueles que acreditavam que somente os melhores pilotos podiam ingressar no Esquadrão, ledo engano. A politicagem também vai rolar solta quando membros de diversos planetas são indicados em troca de favores. O Esquadrão Rogue deixou de ser apenas mais uma unidade no meio de tantas outras e agora é um símbolo poderoso e implacável da luta dos rebeldes contra o Império.

 
"Wedge, você é o melhor que nós temos. Isso pode não impressionar você, mas tem um monte de pilotos do Império lá fora que perdem parte do sono à noite porque têm pesadelos com você na cola deles."

Além de seguirmos os pontos de vista dos pilotos Wedge Antilles e Corran Horn, também temos a visão do outro lado. Kirtan Loor, agente da inteligência imperial, é o encarregado pela agora diretora imperial Ysanne Isard de dar cabo do Esquadrão Rogue e acabar com essa ameaça, deixando assim o caminho livre para o Império reconquistar a galáxia. Foi esclarecedor ter esse outro ponto de vista, ainda mais que Kirtan não é um personagem detestável e tem suas qualidades.

Aos leitores preocupados com uma possível linguagem técnica durante as missões e treinamentos, podem ficar tranquilos: o vocabulário usado por Stackpole é simples e fácil de se pegar após alguns capítulos, sem contar que a tradução de Alex Mandarino ficou muito boa. A leitura flui tão suavemente que, quando percebi, já estava terminando essa obra ímpar e empolgante.

As lutas entre os X-wings e os TIE Fighters são de arrepiar, adrenalina pura!

Fica aí a recomendação desse baita livro, tenho certeza que os fãs de Star Wars irão curtir muito! Se você quiser se sentir um Luke Skywalker da vida destruindo a Estrela da Morte, é tiro certeiro.

Avaliação final:

X-Wing:

Livro 1 - Esquadrão Rogue
Livro 2 - Wedge's Gamble
Livro 3 - The Krytos Trap
Livro 4 - The Bacta War
...

26 de dez. de 2016

Resenha: Duna - Frank Herbert

Título: Duna
Original: Dune
Série: Crônicas de Duna/Dune #1
Autor: Frank Herbert
Páginas: 680
Editora: Aleph (abril de 2017, relançamento)
Compre na Amazon

Sinopse: A vida do jovem Paul Atreides está prestes a mudar radicalmente. Após a visita de uma mulher misteriosa, ele é obrigado a deixar seu planeta natal para sobreviver ao ambiente árido e severo de Arrakis, o Planeta Deserto. Envolvido numa intrincada teia política e religiosa, Paul divide-se entre as obrigações de herdeiro e seu treinamento nas doutrinas secretas de uma antiga irmandade, que vê nele a esperança de realização de um plano urdido há séculos. Ecos de profecias ancestrais também o cercam entre os nativos de Arrakis. Seria ele o eleito que tornaria viáveis seus sonhos e planos ocultos? 

Nada como voltar à vida de blogueiro depois de 8 meses de intercâmbio na Irlanda como estudante e 2 meses mochilando pela Europa toda. Foi sensacional, um sonho realizado junto da minha namorada, e agora estou de volta para alegrar a vida dos leitores fanáticos do Desbravando Livros!

Para fechar o ano com chave de ouro, escolhi fazer uma resenha de Duna, clássico de ficção científica/fantasia do Frank Herbert. Tenho certeza que vocês ficarão com muita vontade de ler!

Quando uma teia de conspirações atinge a família Atreides, todos ao redor são afetados. Após mudarem-se para Arrakis, o planeta-deserto, por decisão imperial, os Atreides sofrem um poderoso golpe e são obrigados a fugir para salvar suas vidas, sem antes sofrer pela morte de um dos seus. É nessa hora que Paul Atreides, o protagonista dessa história, descobre que faz parte de um plano milenar organizado pelas Bene Gesserit, uma antiga irmandade da qual sua mãe Jessica faz parte.

Sinal de verme, por LukeOram

Ao acompanharmos o destino de Paul, o planeta Arrakis e sua paisagem árida começam a tomar forma diante dos nossos olhos. Ao mesmo tempo em que sofre de escassez de recursos naturais, o Planeta Deserto é o único fornecedor de mélange, a especiaria mais desejada do universo.

Prepare-se também para dar de cara com os temidos vermes-de-areia, criaturas gigantescas que fazem parte de Duna e serão importantes no decorrer da trama. Fique de olhos bem abertos.

Além de focar bastante na forma de utilização e aproveitamento dos recursos naturais, durante a leitura nos damos conta de que a religião é um fator imprescindível para o avanço da trama.

E quando religião e política se encontram, é treta na certa. Dá para perceber logo de cara lendo-se as epígrafes de cada capítulo, onde acontecimentos futuros são apresentados e já vamos tendo uma breve noção de onde a obra vai parar. Eu confesso que até tinha achado isso bem estranho no começo, mas o autor parece que vai levando o leitor de ponto a ponto na narrativa de uma maneira tão perfeita e concisa que a gente nem se incomoda muito com esses "spoilers" repentinos. 

 

A narrativa é muito boa, bem cadenciada, com momentos onde temos visões do futuro que está por vir e mesmo assim queremos saber exatamente como as coisas se desenrolam para chegarmos naquele ponto. É como se o autor chegasse pra ti e dissesse: “Olha só, isso aqui vai acontecer em breve, bem desse jeito, mas espera só um pouquinho, senta ali no sofá que eu vou te contar a história por trás de tudo isso, você vai gostar”. É algo bem dinâmico e que eu curti bastante.

Em Arrakis também vive o povo fremen, do qual que eu pretendo falar mais nas resenhas seguintes. Só saibam que eles acolham Paul e criam uma relação estreita com a família Atreides. Passando um pouco para o lado rival dos Atreides, temos os Harkonnen. Preparem-se para uma boa dose de raiva e "tramas por trás de tramas" no meio dos conflitos entre eles.

Duna é, sem sombra de dúvidas, um livro que parece manter-se firme ao longo dos tempos. No decorrer das suas quase 600 páginas, pareceu-me que o livro não havia sido escrito no século passado, e sim alguns anos atrás, até mesmo hoje, tal é a maneira com que são abordados alguns dos assuntos atuais e de problemática mundial (escassez de recursos naturas, religião e política).

Bene Gesserit e Guilda Espacial em reunião, por Ville Ericsson

Toda a cultura do povo fremen, o incrível e perigoso planeta de Arrakis, as intrigas políticas de cada capítulo, tudo foi muito bem desenvolvido e deixa o leitor com vontade de saber o que acontecerá nas páginas seguintes. Com certeza lerei os próximos livros da série Duna!

Avaliação final:

Duna:

Livro 1 - Duna
Livro 2 - O Messias de Duna
Livro 3 - Os Filhos de Duna
Livro 4 - O Imperador-Deus de Duna
Livro 5 - Os Hereges de Duna
Livro 6 - As Herdeiras de Duna
...

19 de mai. de 2016

Resenha: Guerra do Velho - John Scalzi


Título: Guerra do Velho
Original: Old Man's War
Série: Guerra do Velho/Old Man's War #1
Autor: John Scalzi
Páginas: 368
Editora: Aleph (abril de 2016)

Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

O que você faria se tivesse a opção de se alistar no exército aos 75 anos e voltar a ser jovem de novo? É uma ideia no mínimo tentadora, correto? E foi pensando nisso que o protagonista de Guerra do Velho, John Perry, decide se juntar às Forças Coloniais de Defesa (FCD) ao chegar nessa idade.

Uma decisão que a princípio parece fácil, já que você terá um corpo novinho em folha, habilidades aprimoradas, entre tantas outras vantagens, mas tudo isso tem um preço: você será considerado morto na Terra, renegando todos os seus bens e heranças, além de assinar um contrato de (pelo menos) 2 anos com as FCD, que pode ser ampliado para 10 míseros aninhos em caso de guerra com outras raças no espaço. O que não é difícil de acontecer, como podemos notar em poucos capítulos.

Old Man's War, por Donato Giancola

Outra questão muito importante que ronda essa escolha de se juntar ao exército são as próprias Forças Coloniais de Defesa. Ninguém sabe absolutamente NADA sobre elas, o que exatamente fazem, como são tão evoluídas tecnologicamente, enfim, um segredo atrás de outro. Somente estando lá dentro para obter as respostas. Isso se você não for morto por algum alien antes disso.

John Perry perdeu sua esposa há alguns anos e não hesitou em alistar-se, tornando-se assim o protagonista dessa história. As primeiras semanas a bordo de uma nave espacial são bem variadas, começando com a descoberta de como é possível ser jovem novamente e as inúmeras vantagens por trás disso, passando por novas amizades com os Velharias (como eles próprios quiseram se chamar), até o início dos (árduos) treinamentos para ser um verdadeiro soldado das FCD. Tudo isso regado a muito humor em praticamente todas as páginas, o que faz a leitura fluir mais que naturalmente.

“Damn real live people, getting in the way of peaceful ideals.”

Os personagens secundários são parte importante da trama, apesar de ter achado que alguns deles tiveram seus destinos selados de uma maneira muito rápida. Nada que atrapalhe, no entanto.

Quando é chegada a hora de realmente descobrir como é ser um combatente em outros planetas, questões como honra, respeito, e até a dúvida sobre ainda ser humano ou não vêm à tona, evidenciando um cuidado do autor em abordar esses temas da maneira mais realista possível. São pequenas coisas como essa que me atraem para uma obra, e Guerra do Velho está cheio disso!

Engineered human versus a Consu, por Shawn Witt

Os momentos de ação, sempre frenéticos e tensos, combinados com as importantes e intrigantes informações sobre as raças alienígenas presentes no universo, dão uma dinâmica excelente à obra. Algumas dessas raças são extremamente inteligentes, a ponto de desenvolver sistemas de rastreamento inéditos, enquanto outras parecem estar envolvidas em uma espécie de cruzada religiosa sem precedentes enquanto realizam seus ataques às colônias humanas da União Colonial.

Outras realizam rituais meio macabros antes de iniciar as batalhas. Coisa de bicho doido, só pode.

Ao sermos apresentados à personagem Jane Sagan (gravem esse nome), já é possível termos uma amostra do que as Brigadas Fantasma (Ghost Brigades) são capazes de fazer durante uma batalha. O título do 2º livro é justamente esse, então já estou bem ansioso para botar as mãos nele e desbravar ainda mais dessa série. John Scalzi é de fato um daqueles caras que escrevem muito bem.

“I'm going to go pee. If the universe is bigger and stranger than I can imagine, it's best to meet it with an empty bladder.”

Li a versão em inglês desse livro, mas pelo que vi em outras resenhas por aí, a tradução da obra, feita pelo Petê Rissatti, ficou muito boa. Sem contar que essa capa da Aleph é muito bonita!

Guerra do Velho é a melhor leitura de 2016 até aqui. Nem precisava dizer muito mais que isso pra recomendar o livro a vocês, mas para aqueles que estão procurando um protagonista show de bola, guerras espaciais e bons momentos de ação, esse lançamento da Aleph é o que mais promete.

Avaliação:


Guerra do Velho:

Livro 1 - Guerra do Velho
Livro 1.5 - Questions for a Soldier
Livro 2 - The Ghost Brigades
Livro 2.5 - The Sagan Diary
Livro 3 - The Last Colony
Livro 4 - Zoe's Tale
Livro 4.5 - After the Coup
Livro 5 - The Human Division
Livro 6 - The End of All Things

8 de set. de 2014

Resenha: Coração de Aço - Brandon Sanderson

Título: Coração de Aço
Original: Steelheart
Série: Executores/The Reckoners #1
Autor: Brandon Sanderson
Páginas: 384
Editora: Aleph (novembro de 2016)

Sinopse: Tudo começou com Calamidade, que surgiu nos céus como uma estrela de fogo, e que ninguém sabe o que é realmente: seria algo alienígena, ou então um experimento do exército norte-americano? Seus efeitos, entretanto, podem ser sentidos algum tempo após seu surgimento: pessoas comuns passam a ter poderes que desafiam as leis da física e da lógica. Parece que uma nova era está para surgir. E surge: os nomeados Épicos não apenas se tornam poderosos, mas também ganham uma sede insaciável de poder e parecem perder toda sua humanidade no processo, deixando o resto da população à mercê de suas vontades e caprichos. Dentre eles o mais poderoso é Coração de Aço, um ser invulnerável a qualquer tipo de ataque e com capacidade de manipular e transformar objetos inorgânicos em metal, que decide tomar a cidade de Chicago e ali estabelecer seu império. Dez anos se passam e os Épicos governam com poder absoluto, com todos os direitos e nenhum dever, se apossando de tudo o que querem a seu bel-prazer, e matando aqueles que ousam desafiá-los. Não existe nada e ninguém que possa impedi-los. A exceção a essa regra são os Executores, humanos normais, munidos de tecnologia de ponta que se utilizam de táticas de guerrilha para derrubar e matar o maior número possível de Épicos. O sonho de David, um jovem criado em um orfanato/fábrica de Nova Chicago é juntar-se aos Executores e destruir Coração de Aço, o homem que matou seu pai e mudou sua vida para sempre.

Coração de Aço é o 1º livro da trilogia Executores, escrita pelo autor Brandon Sanderson. A Aleph publicou a obra em novembro de 2016, mas essa resenha foi feita a partir da versão americana.

Como vocês leram na sinopse acima, David é o personagem principal da trama e passou por situações difíceis até chegar aos seus 18 anos, quando é "expulso" da fábrica onde trabalha. Desde os 8 anos, quando Coração de Aço, um dos Épicos (pessoas comuns que passaram a ter poderes variados após um evento conhecido como Calamidade) mais poderosos existentes, assumiu o poder na cidade de Newcago e ainda por cima matou um familiar do protagonista, David estuda-o para saber as suas fraquezas e um dia ser capaz de matá-lo.


E é na cidade de Newcago, totalmente coberta por aço do chão até o mais alto dos prédios e agora dominada por Coração de Aço, que David encontra um grupo de pessoas especializada em matar Épicos. Os Executores são pessoas normais que se juntaram a fim de destruir todo e qualquer Épico que aparecer no caminho. Utilizando-se de tecnologia e armamentos especiais, eles traçam planos para aproveitar-se da fraquezas dos supervilões e aniquilá-los. Essa "gangue" é formada por Prof, Megan, Abraham, Tia e Cody, membros totalmente diferentes entre si e com habilidades específicas que os tornam fundamentais no andamento das missões.

É muito legal ver a evolução do David ao longo do livro e perceber que todos aqueles anos que ele passou estudante sobre os Épicos o tornaram uma pessoa especialista em detectar pontos fortes e fracos no inimigo, sendo isso o ponto principal para que fosse recrutado pelos Executores, além, é claro, do seu desejo de vingança. Além de David, todos os personagens foram bem utilizados, principalmente David e Prof, os quais guardam várias surpresas para quem se aventurar nessa obra.



Quanto aos diversos vilões da trama, é incrível a diversidade de poderes e habilidades de cada um. Alguns, como Punho da Noite, o responsável pela escuridão eterna em Newcago, podem controlar e criar sombras noturnas para enfrentar seus inimigos. Outros, como Tormenta de Fogo, podem criar ilusões, e Confluência, capaz de controlar energia. Esses e vários outros lhes serão apresentados e todos possuem o seu grau de importância no enredo.

Todo capítulo é elétrico, intenso, tem alguma coisa importante acontecendo, é difícil demais parar de ler quando a narrativa segue esse estilo. Já terminava um capítulo sabendo que no próximo tinha mais, aí não havia o que fazer, era tentar descobrir o que aconteceria o mais rápido possível! Esse livro é um típico blockbuster americano, com cenas de ação e humor a todo o momento, mantendo a atenção do leitor sempre em um nível elevado.

O final é totalmente fora de série e, digamos assim, bem inesperado. Muitas revelações são feitas, coisas que eu nem imaginava ao longo do livro e que só ao final fizeram-me realmente perceber como eu havia deixado passar bastante coisa. Só tenho uma coisa a dizer sobre esse livro: LEIAM O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL! O inglês do Brandon é muito tranquilo de se entender e não há muita gíria. Diversão garantida durante toda a leitura, podem confiar!

Avaliação final:


The Reckoners:
Livro 1 - Coração de Aço
Livro 1.5 - Mitosis
Livro 2 - Tormenta de Fogo
Livro 3 - Calamidade

21 de ago. de 2014

Editora Aleph trará "Ancillary Justice" para o Brasil

Mais um que entra para a lista dos desejados, meus desbravadores!

A editora Aleph anunciou que trará o primeiro livro da série Imperial Radch, escrita por Ann Leckie, para o nosso país e que o lançamento provavelmente será no primeiro semestre de 2015.

Para aqueles que não acompanharam as notícias do mundo afora, Ancillary Justice ganhou vários prêmios desde o seu lançamento em outubro de 2013, entre eles: Hugo Award, Science Fiction Association Award, Arthur C. Clarke Award, Nebula Award e Locus Award.

Seguem capa e sinopse do livro:

"Em um remoto e gelado planeta, a soldado conhecida como Breq está próxima de cumprir a sua missão. Outrora, ela foi a Justice of Toren - uma colossal nave espacial com uma inteligência artificial ligada a milhares de soldados a serviço de Radch, o império que conquistou a galáxia. Agora, um ato de traição destruiu tudo, deixando-a com um frágil corpo humano, perguntas sem respostas e um desejo latente de vingança."

O que acharam? Mais um para a lista de vocês também? Confesso que a temática é um pouco diferente da que eu estou habituado, mas são tantas indicações e avaliações excelentes desse livro que fica difícil não querer dar uma olhadinha.
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