23 de jul. de 2014

Resenha: O Império Final - Brandon Sanderson


Título: O Império Final
Original: The Final Empire
Série: Mistborn #1
Autor: Brandon Sanderson
Páginas: 608
Editora: LeYa (2014)

SinopseO que acontece se o herói da profecia falhar? Descubra em Mistborn! Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra. Ele falhou. Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente. Nessa sociedade onde as pessoas são divididas em nobres e skaa – classe social inferior –, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma – uma magia misteriosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o centro do palácio para descobrir o segredo do poder do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes.

O Império Final faz parte da trilogia Mistborn do autor Brandon Sanderson e foi lançado em 2014 pela Editora LeYa. No livro, somos apresentados a Kelsier, um ladrão experiente que escapou da morte há alguns anos e agora pretende derrotar o Senhor Soberano de uma vez por todas. Para isso, Kelsier contrata várias pessoas com habilidades distintas e ainda conta com o acréscimo de Vin, uma garota das ruas que nem sabia possuir poderes que pudessem mudar a sua vida.

O cenário do livro é Luthadel, cidade governada pelo Senhor Soberano e composta por skaas, a classe trabalhadora, e por nobres, que dominam a economia e tudo o que acontece em Luthadel. Destaque para as "brumas" que envolvem toda a cidade e caem à noite, quando a maioria das pessoas têm medo de sair de casa. Ao longo do dia, cinzas caem na cidade e formam uma camada escura nas construções.

16 de mai. de 2014

Resenha: O Guerreiro Pagão - Bernard Cornwell


Título: O Guerreiro Pagão
Original: The Pagan Lord
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #07
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 336
Editora: Record

Sinopse: Após um incidente envolvendo um abade, Uhtred, um dos últimos senhores pagãos entre os saxões, se vê atacado pela Igreja e por seus seguidores. Sem suas terras e com poucos homens, tudo que lhe resta é colocar um ousado plano em prática: recuperar Bebbanburg, a fortaleza onde cresceu e que foi tomada por seu tio. Porém, o que Uhtred não sabe é que sua missão pessoal vai colocá-lo num ardil capaz de reacender o confronto entre saxões e dinamarqueses, que pode selar de uma vez por toda o destino da Britânia e de sua rivalidade com Cnut.

Trago para você, desbravador, em primeiríssima mão, a resenha de um livro que ainda nem foi lançado aqui no Brasil. Mas como isso, Vagner? É muito simples! Acabei conseguindo a versão digital em inglês do livro The Pagan Lord (tradução original do exemplar dessa resenha), não me aguentei e tive que ler mais para saber o que acontecia com Uhtred, o guerreiro mais famoso e temido de toda a Britânia.

15 de mai. de 2014

NOVO LAYOUT

Bom dia, desbravadores.

Algumas mudanças são necessárias de vez em quando, certo? Foi pensando nisso que eu pedi para o meu irmão Giovani, autor do blog O Mundo de um Livro, dar uma alterada no layout aqui do blog e, principalmente, providenciar um banner para o título do blog. Como vocês podem ver, a mudança já está praticamente pronta. Ainda falta arrumar uma coisa aqui e outra coisa ali, principalmente nos gadgets e nas páginas das resenhas, promoções, etc.

O que eu mais gostei no novo banner é que ele retrata exatamente o tipo de leitura que eu gosto (romances históricos e fantasia) e isso ficou bem explícito nele.

O que vocês acharam? Estão gostando do novo visual? Ainda existem algumas coisas que eu quero alterar, mas a base do novo layout é essa. Espero que estejam gostando!

Grande abraço e vamos adiante, pois os livros estão sempre à nossa espera.

29 de mar. de 2014

Resenha: O Poder da Espada - Joe Abercrombie


Título: O Poder da Espada
Original: The Blade Itself
Série: A Primeira Lei/The First Law #01
Autor: Joe Abercrombie
Páginas: 480
Editora: Arqueiro (julho de 2013)

Sinopse: Sand dan Glokta é um carrasco implacável a serviço da Inquisição de Sua Majestade. Nas mãos dele, os supostos traidores da Coroa admitem crimes, apontam comparsas e assinam confissões – sejam eles culpados ou não. Por ironia, Glokta é um ex-prisioneiro de guerra que passou dois anos sob tortura. Mas isso nunca teria acontecido se dependesse de Logen Nove Dedos. Ele jamais deixaria um inimigo viver tanto tempo. Só que isso foi antes. Agora ele está decidido a mudar. Não quer ser lembrado apenas por seus feitos cruéis e pelos muitos inimigos que se alegrarão com sua morte. Já a felicidade do jovem e mulherengo Jezal dan Luthar seria alcançar fama e glória vencendo o Campeonato de esgrima, para depois ser recompensado com um alto cargo no governo que lhe permitisse jamais ter um dia de trabalho pesado na vida. Mas há uma guerra iminente e ele pode ser convocado a qualquer momento. Luthar sabe que, nos campos do Norte gelado, o embate segue regras muito menos civilizadas que as do esporte. Enquanto a União mobiliza seus exércitos para combater os inimigos externos, internamente se formam conspirações sanguinárias e um homem se apresenta como o lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, retornando do exílio depois de séculos. Quem quer que ele seja, sua presença tornará as vidas de Glokta, Jezal e Logen muito mais difíceis. Agora a linha que separa o herói do vilão pode ficar tênue demais.

Joe Abercrombie era um autor desconhecido para mim, até que tive a oportunidade de conhecê-lo ao moderar uma leitura conjunta no grupo Livros de Fantasia e Aventura (recomendo o grupo, pois sempre é cheio de discussões úteis e informações muito bem dadas, sem aquele monte de propagandas e conversa fiada da maioria dos grupos nas redes sociais) no Facebook.

Quanto ao livro, conforme os capítulos vão passando, somos apresentados ao três personagens principais: Logen, Jezal e Glokta. Falarei um pouco de cada um deles.


Logen é um grande guerreiro do Norte que quase morre após entrar em confronto com um grupo de shankas (criaturas parecidas com orcs) num desfiladeiro. Ao escapar da morte, Logen se dispersa do seu antigo grupo de amigos guerreiros e, a partir daí, vaga solitário até encontrar-se com um aprendiz de feiticeiro que o leva diretamente até Bayaz, o Primeiro dos Magos, segundo ele próprio. Muita atenção com esses dois personagens, pois eles nos trarão muitas surpresas no decorrer da narrativa, principalmente o guerreiro Logen, que certamente prenderá toda a sua atenção próximo ao final do livro.

Já o espadachim Jezal dan Luthar é um pé-no-saco de todo mundo e, na minha opinião, mereceria uma surra para aprender a dar valor às coisas simples da vida. Mimado e arrogante, Jezal está prestes a participar de um campeonato de esgrima e precisa vencer para provar o seu valor para os habitantes da capital.


No entanto, o cartão de visitas de Joe Abercrombie se encontra no personagem Glokta, um antigo herói de guerra que, após quase ser morto em uma delas, vira inquisidor do reino a pedido de Sua Majestade. E é aí que ele descobre que tem vocação para esse trabalho, pois seu sarcasmo e inteligência (que lembram muito o personagem Tyrion das Crônicas de Gelo e Fogo) são postos à prova a todo momento.

Gostei bastante das cenas de interrogatório envolvendo Glokta e suas vítimas (geralmente comerciantes corruptos e nobres tentando se aproveitar dos outros). O humor e a irreverência dos seus práticos (ajudantes) Frost e Severard deixa o clima sempre engraçado (ou perturbador) e torna a descrição dos momentos muito mais impactante e realista, pois uma cena de tortura não é composta somente pela dor em si, mas por várias conversas e fatos que acabam acarretando em uma agressão.

Os diálogos são o ponto forte do livro, assim como as descrições dos cenários, que são um show à parte. Masmorras, castelos, becos escuros e palcos de esgrima são bem destrinchados pelo autor e nos passam a impressão de que ele está atento a tudo e todos.

Em dado momento, Glokta, Jezal e Logen acabam se juntando em uma perigosa aventura, aonde só o futuro nos contará o que Bayaz pretende fazer com os nossos três protagonistas. Nada temos a fazer até lá, a não ser esperar pelo lançamento do segundo livro, que está primeiro para o primeiro semestre de 2014.

Pontos fortes: personagens e cenários bem desenvolvidos.
Pontos fracos: muita coisa ficou em aberto para o segundo livro.

Avaliação final:

A Primeira Lei:

1º livro - O Poder da Espada
2º livro - Antes da Forca
3º livro - O Duelo dos Reis

27 de fev. de 2014

Resenha: O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss


Título: O Temor do Sábio
Original: The Wise Man's Fear
Série: A Crônica do Matador do Rei/The Kingkiller Chronicle #02
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 960
Editora: Arqueiro (novembro de 2011)

Sinopse: Em busca de um patrocinador para sua música, Kvothe viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir a sua morte e lidera um grupo de mercenários pela floresta. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pode resistir ou sobreviver. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva à sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Esse segundo livro da trilogia é bem melhor que o primeiro. Só poderia começar assim a minha resenha da sequência de O Nome do Vento, primeiro livro da trilogia A Crônica do Matador do Rei. Mais ação, mais dinâmica e (um pouco) menos enrolação. Nosso herói (?) volta à Universidade e começa a aprender a arte de nomear as coisas, entre elas, o tão desejado vento. Suas intermináveis rixas com Ambrose, um dos riquinhos da escola, acabam atrapalhando-o tanto que lhe é recomendado que se afaste um pouco dos estudos e se dedique a outras coisas por um tempo.

Kvothe então viaja até Vintas, onde ficará sobre as ordens do maer Alveron e precisará conquistar a sua confiança para conseguir o que deseja: um patrocinador para as suas músicas. Porém, intrigas políticas acabam atrapalhando um pouco o seu caminho e ele quase se dá mal, mas felizmente consegue contornar a situação.

Até que, em certo momento, o maer lhe pede que, juntamente com outras pessoas, vá até uma floresta próxima e acabe com um bando de salteadores de estrada que andam atrapalhando a coleta de impostos e a circulação de pessoas pelo local. E é aí que as surpresas começam a aparecer. Kvothe quase reencontra uma pessoa do seu passado que ele tanto procurava, que poderia responder a muitas perguntas suas e dar um novo sentido à sua vida.




E é nesse grupo designado a caçar salteadores que nosso protagonista encontrará uma pessoa muita peculiar: Tempi, um guerreiro ademriano que o leva à sua terra natal para resolver uma pendência. Lá, Kvothe não será muito bem recebido, mas aprenderá a Ketan, arte milenar praticada pelo povo de Ademre e que ensina diversas técnicas de luta. Nem preciso dizer que fiquei realmente intrigado com a cultura do povo ademriano, pois é essencialmente baseada no uso da linguagem corporal e pouquíssimo no uso da fala, aonde o silêncio é a melhor arma a ser utilizada.



Uma das partes mais interessantes do livro, sem dúvida nenhuma, é o encontro de Kvothe com Feluriana, um ser dos Encantados que hiptoniza os homens e os mata de tanto fazer sexo com eles. É uma parte do livro essencialmente erótica, mas muito bem explorada, pois Kvothe, além de descobrir que Feluriana é real e não apenas um conto de fadas, aprende várias habilidades novas (além das carnais, é claro) e acaba conversando com outro ser que mudará sua vida para sempre, para o bem ou para o mal. Importante ressaltar que Feluriana será a primeira mulher da vida de Kvothe, mesmo que todos nós saibamos que ele é perdidamente apaixonado por outra.

E é aí que ela entra: Denna. Ou Dienna. Ou Dayne. Com seus vários nomes, é impossível decifrar essa guria. Quem ela é? De onde vem? O que anda fazendo ultimamente? Por que sempre desaparece e nunca dá muita atenção para os homens? Será que isso é simplesmente uma desilusão amorosa? Gostaria de saber mais detalhes sobre ela, mas o Rothfuss parece gostar de um suspense e deixou tudo para o último livro. Nós e o Kvothe teremos que esperar para descobrir, portanto.



"São as perguntas que não sabemos responder que mais nos ensinam. Elas nos ensinam a pensar. Se você dá uma resposta a um homem, tudo o que ele ganha é um fato qualquer. Mas, se você lhe der uma pergunta, ele procurará suas próprias respostas."

Pontos fortes: um baita livro, muito peculiar ao seu modo e com detalhes minuciosos sendo revelados a cada nova página virada.
Pontos fracos: é um livro extenso, lento, onde as coisas demoram a engrenar.

Avaliação final:


A Crônica do Matador do Rei:

1º livro - O Nome do Vento
2º livro - O Temor do Sábio
3º livro - The Doors os Stone (sem previsão)
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