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4 de fev. de 2017

Resenha: A Ascensão da Sombra - Robert Jordan

Título: A Ascensão da Sombra
Original: The Shadow Rising
Série: A Roda do Tempo/The Wheel of Time #4
Autor: Robert Jordan
Páginas: 992
Editora: Intrínseca (agosto de 2015)

Sinopse: Os lacres de Shayol Ghul enfraquecem, e o Tenebroso avança. A sombra se ergue para encobrir definitivamente a humanidade. Em Tar Valon, Min tem visões de um destino terrível. Será o fim da Torre Branca? Em Dois Rios, os Mantos-brancos caçam o homem de olhos dourados e o Dragão Renascido. Em Cantorin, junto ao povo do mar, A Grã-lady Suroth vislumbra o retorno dos exércitos Seanchan ao continente. Enquanto na Pedra de Tear, o Lorde Dragão planeja seu próximo passo e ninguém será capaz de prevê-lo. Nem a Ajah Negra, os nobres tairenos ou as Aes Sedai, nem mesmo Egwene, Elayne e Nynaeve. Declarado o escolhido da antiga profecia, Rand al'Thor, o Dragão Renascido, precisa seguir em frente e cumprir seu destino: proteger o mundo do retorno do Tenebroso. Em A Ascensão da Sombra, Jordan imprime ainda mais suspense à série trazendo uma ameaça até então desconhecida à cidade de Tar Valon, lar das poderosas Aes Sedai. Mergulhados no perigo constante representado pelos Mantos-brancos, os Amigos das Trevas e os Trollocs, entre outros inimigos mortais, ninguém está seguro de qual rumo seguir. Movimentos profundos e inesperados que fazem de A Roda do Tempo uma das mais extraordinárias séries já escritas.

Essa resenha contém alguns spoilers dos livros anteriores.

Continuando com a minha relação de amor e ódio com A Roda do Tempo, resolvi desbravar A Ascensão da Sombra logo no começo de 2017, assim me liberando da minha "meta" de ler um livro da série por ano. Isso levará 14 anos, é claro, mas parece ser o melhor jeito de EU aproveitar o que ela tem a oferecer. A escrita do Robert Jordan é BEM enrolona em vários momentos, então eu normalmente revezo um livro dele com algum de outra série para balancear melhor as narrativas.

Focando no que interessa, nesse volume somos apresentados à Ajah Negra, um ramo das Aes Sedai que foi corrompido pela Sombra e deseja capturar o Dragão Renascido Rand al'Thor, que agora possui Callandor. Após a queda de Tear, Rand começa a assumir (finalmente) o papel que lhe pertence: ser a pessoa que salvará ou destruirá o mundo. Fiquei feliz em ver que o Rand parou de choramingar e resolveu tomar as rédeas da coisa. Os capítulos dele são os que mais gosto de ler.

— Ele só está tentando encontrar o próprio caminho. Homem nenhum gosta de correr às cegas sabendo que há um penhasco em algum ponto à frente.

Quando praticamente todos os protagonistas são obrigados a se separar, percebemos o nível da ameaça que assola o mundo. Forças das Sombras começam a atacar de todos os lados, seja em Dois Rios, seja lá no Deserto Aiel, seja lá na planície Taraboniana. A treta é muito real, meus amigos.

Army of the Shadows, by Gorgaidon

Ao que me pareceu, alguma conspiração Seanchan está a caminho. Ficarei de olho nas sequências.

Um dos ta'veren com mais destaque nesse livro é com certeza Perrin Aybara, agora chamado de "Olhos-Dourados" e alvo da perseguição dos Mantos-brancos. Ao saber que Trollocs e Desvanecidos estão perto de Dois Rios e ameaçando a sua família e as de seus amigos, ele decide sair um pouco de perto de Rand e procurar seu próprio destino. Numa jornada de auto-conhecimento e testando os seus limites, Perrin precisa assumir o posto de líder que lhe pertence e lidar com as consequências.

Já Rand começa a perceber as jogadas políticas que envolvem a sua caminhada. Ao contrário do anonimato da sua vida como pastor, agora ele atrai olhares por todos os lugares que passa, e nem todos são amistosos. Para seguir as profecias, precisa tornar-se Aquele Que Vem Com A Aurora e liderar o perigoso povo Aiel contra o Tenebroso. Será que todos os lutadores do Deserto o seguirão?

— Uma coisa é saber que a profecia um dia será cumprida — respondeu o chefe de clã, medindo as palavras — outra é ver isso acontecendo bem diante dos próprios olhos.
He Who Comes With The Dawn, by Webcomicfan

Mat também o acompanha nessa jornada e recebe um "presente" durante a visita deles à Rhuidean.

Egwene al'Vere, instruída por Sábias Aiel, começa outro treinamento, agora para se tornar uma Sonhadora, a primeira desde algumas centenas de anos. Suas jornadas pelo mundo dos sonhos a deixarão em contato com Nynaeve e Elayne, suas amigas, que junto de Thom Merrilim e Juilin Saidar, vão para Tanchico desvendar os planos das mulheres da Ajah Negra e tentar impedi-las.

A primeira metade do livro é bem "lenta", mas importante para entendermos o que acontece nos capítulos seguintes. Segredos do passado Aiel são revelados e não muito bem aceitos, assim como as teias tramadas pelos Abandonados começam a aparecer. Sua influência na sociedade aumenta, mesmo que imperceptível às vezes, e o resultado disso provavelmente veremos nos próximos 10 livros da série. Os momentos em que eles aparecem costumam ser os mais tensos da narrativa.

Em A Ascensão da Sombra conhecemos várias localidades que não haviam sido mostradas nos livros anteriores, e o "novo" é sempre intrigante. Que segredos e armadilhas cada lugar nos reserva?

As últimas 100-150 páginas do livro são bem frenéticas, e foram elas que me fizeram dar uma nota alta para essa obra. A história criada por Robert Jordan realmente começa a tomar proporções bem maiores a partir daqui, e eu certamente seguirei o Povo do Dragão para descobrir o que acontecerá.

Avaliação final:

A Roda do Tempo:

1º livro - O Olho do Mundo
2º livro - A Grande Caçada
3º livro - O Dragão Renascido
4º livro - A Ascensão da Sombra
5º livro - As Chamas do Paraíso
6º livro - Lord of Chaos
7º livro - A Crown of Swords
8º livro - The Path of Daggers
9º livro - Winter's Heart
10º livro - Crossroads of Twilight
11º livro - Knife of Dreams
12º livro - The Gathering Storm
13º livro - Towers of Midnight
14º livro - A Memory of Light
Livro extra - New Spring

14 de jul. de 2015

Resenha: O Dragão Renascido - Robert Jordan


Título: O Dragão Renascido
Original: The Dragon Reborn
Série: A Roda do Tempo/The Wheel of Time #3
Autor: Robert Jordan
Páginas: 656
Editora: Intrínseca (outubro de 2014)

Sinopse: As profecias do Dragão predizem que a Pedra de Tear, a lendária fortaleza, cairá quando Callandor, A Espada Que Não Pode Ser Tocada, for empunhada pelo Dragão. Será um dos sinais de que ele de fato renasceu e que a Última Batalha se aproxima. Rand alThor, recém-proclamado Dragão Renascido, ainda tem dúvidas sobre seu destino, e decide que é hora de partir sozinho em sua jornada. Enquanto isso, Nynaeve, Egwene e Elayne seguem para Tar Valon, onde Mat precisa ser Curado ou morrerá. Entretanto, com a presença da Ajah Negra na Torre Branca, as jovens logo descobrem que suas próprias vidas correm perigo. Perrin, por sua vez, acompanha Moiraine na busca por Rand. Todos os caminhos parecem levar a Tear, onde o Dragão Renascido enfrentará um desafio que pode pôr tudo a perder.

Essa resenha contém alguns spoilers dos livros anteriores.

E vamos adiante, caro desbravador, dessa vez com a minha resenha/opinião do 3º livro da série A Roda do Tempo, escrito pelo já falecido autor Robert Jordan e reconhecida mundialmente como uma das melhores (e maiores) sagas de fantasia épica de todos os tempos.


Após os acontecimentos em Falme, quando Mat tocou a Trombeta de Valere e os Heróis do passado apareceram para ajudar o pessoal numa das batalhas contra o Tenebroso, as coisas parecem ter ficado um pouco mais... tranquilas, digamos assim, chegando ao ponto de Moiraine já declarar que Rand al'Thor é o Dragão Renascido das profecias. Profecias essas que parecem mencionam Tear, cidade onde está localizada Callandor, a Espada Que Não Pode Ser Tocada, que somente poderá ser empunhada pelo verdadeiro Dragão e mostrará ao mundo que a Última Batalha se aproxima.

E é nessa situação que Rand se encontra, não sabendo ainda se é realmente o Dragão Renascido e se conseguirá aguentar as consequências desse título, sejam elas para o bem ou para o mal, pois a mácula de saidin pode pôr tudo a perder, como já foi visto no passado. Rand, incrivelmente, tem pouquíssimo foco nesse 3º volume, apesar do título se referir claramente a ele, como já pode ser antecipado nos livros anteriores. Tirando um ou outro pedaço dele viajando por aí inserido em poucos capítulos, Rand al'Thor só volta a ser o centro das atenções nas 30 páginas finais.

Já Mat e Perrin, os outros dois ta'veren, têm muito destaque na narrativa de O Dragão Renascido. Principalmente o primeiro, que finalmente parece estar se tocando que a sua participação nos fatos será fundamental, ainda mais depois de ter tocado a Trombeta de Valere e ficar ligado à ela. Sua ida à Tar Valon também nos permite conhecer um pouquinho das suas habilidades com o bastão, até então "escanteadas". Perrin, como nos demais livros, vê a sua relação com os lobos aumentarem, sonhos atormentado-o todas as noites e ainda por cima é "presenteado" por Min com algumas visões de seu futuro, visões essas que são parcialmente confirmadas até o momento.

Enfim, já dá pra perceber perfeitamente que todos os três serão importantes para o girar da Roda.

Eram dados de pontos, e cinco pontinhos solitários o encararam de volta. Os Olhos do Tenebroso, como era chamado em alguns jogos. Nesses, significavam a derrota. Mas em outros, era a vitória. Mas que jogo estou jogando? Ele pegou os dados e rolou-os outra vez. Cinco pontinhos, e novamente os Olhos do Tenebroso o encaravam.

Complementando um pouco a respeito dos três ta'veren, achei que nesse livro eles não funcionaram tão bem, principalmente por estarem separados praticamente o tempo todo. Rand, Perrin e Mat funcionam bem como um time, quando todos estão por perto, e esse relacionamento distante dos caras não me convenceu muito. Espero que no próximo livro a dinâmica deles melhore um pouco.

Passando agora para o lado feminino da trama, Egwene, Nynaeve e Elayne estão a caminho de Tar Valon para continuar o seu treinamento de Aes Sedai. As três, ao longo da narrativa, funcionam bem juntas, mesmo que alguns desentendimentos aqui e ali acontecem, principalmente pelo jeito difícil de Nynaeve de lidar com as coisas e com a crescente personalidade de Egwene, mostrando um pouco do seu potencial. Potencial esse que é um pouco explorado em Tel'aran'rhiod, o Mundo Invisível, mais conhecido como "o Mundo dos Sonhos", onde as tais Sonhadoras podem adentrar e ter outra visão do que está acontecendo. Algo como uma realidade paralela, digamos assim, com o lembrete de que o que se passa em Tel'aran'rhiod pode refletir-se totalmente no mundo real.


Não posso deixar de comentar também sobre os Aiel, povo que vive no Deserto e é conhecido por suas excelentes habilidades de luta, ainda mais quando eles levantam o véu para tapar o rosto, sinal de que estão prontos para a matança. Eles têm uma participação bem interessante nesse livro. Vale ressaltar também que um dos nossos personagens principais parece ser descendente deles...


Enfim, para finalizar, preciso dizer que as minhas relações com A Roda do Tempo estão se estreitando pouco a pouco. Os livros não possuem um ritmo rápido, viciante, passando muitas vezes de cadenciado a lento, prendendo o leitor em diversas situações e pedindo para pular algumas páginas em outras, mas eu creio que a grande parte das informações passadas sejam importantes, portanto é necessário ter atenção. Essa é uma série que eu não irei ler todos os demais em sequência, principalmente pelos motivos citados acima, mas irei acompanhando conforme forem sendo lançados no Brasil, pois o meu vício insaciável por fantasia épica me prende à Roda.

Esse livro não é ruim de modo algum, veja bem, apenas achei-o meio lento, quase parecido com O Olho do Mundo, e com um ritmo muito "quebrado", digamos assim, atrapalhando o andamento da narrativa, que continua sendo em terceira pessoa, por sinal, com vários pontos de vista diferentes. Nada que me faça parar de ler a série, é claro. E que venha o 4º então, A Ascensão da Sombra!

Avaliação final:

A Roda do Tempo:

1º livro - O Olho do Mundo
2º livro - A Grande Caçada
3º livro - O Dragão Renascido
5º livro - As Chamas do Paraíso
6º livro - Lord of Chaos
7º livro - A Crown of Swords
8º livro - The Path of Daggers
9º livro - Winter's Heart
10º livro - Crossroads of Twilight
11º livro - Knife of Dreams
12º livro - The Gathering Storm
13º livro - Towers of Midnight
14º livro - A Memory of Light
Livro extra - New Spring

10 de jul. de 2015

Capa e sinopse de "A Ascensão da Sombra"

Finalmente uma novidade sobre o 4º livro da série A Roda do Tempo, escrita pelo autor Robert Jordan e lançada aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Seguem abaixo a capa e a sinopse:

 
Os lacres de Shayol Ghul enfraquecem, e o Tenebroso avança. A sombra se ergue para encobrir definitivamente a humanidade.
Em Tar Valon, Min tem visões de um destino terrível. Será o fim da Torre Branca? Em Dois Rios, os Mantos-brancos caçam o homem de olhos dourados e o Dragão Renascido. Em Cantorin, junto ao povo do mar, A Grã-lady Suroth vislumbra o retorno dos exércitos Seanchan ao continente. Enquanto na Pedra de Tear, o Lorde Dragão planeja seu próximo passo e ninguém será capaz de prevê-lo. Nem a Ajah Negra, as nobres de Tairen ou as Aes Sedai, nem mesmo Egwene, Elayne e Nynaeve.
Declarado o escolhido da antiga profecia, Rand al’Thor, o Dragão Renascido, precisa seguir em frente e cumprir seu destino: proteger o mundo do retorno do Tenebroso.
Em A ascensão da sombra, Jordan imprime ainda mais suspense à série trazendo uma ameaça até então desconhecida à cidade de Tar Valon, lar das poderosas Aes Sedai. Mergulhados no perigo constante representado pelos Mantos-brancos, os Amigos das Trevas e os Trollocs, entre outros inimigos mortais, ninguém está seguro de qual rumo seguir. Movimentos profundos e inesperados que fazem de A Roda do Tempo uma das mais extraordinárias séries já escritas.

A Ascensão da Sombra tem lançamento previsto para 25 de agosto de 2015!

6 de abr. de 2015

Resenha: A Grande Caçada - Robert Jordan


Título: A Grande Caçada
Original: The Great Hunt
Série: A Roda do Tempo/The Wheel of Time #2
Autor: Robert Jordan
Páginas: 704
Editora: Intrínseca (maio de 2014)

Sinopse: A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transformam em lendas. Há séculos os menestréis narram a Grande Caçada à Trombeta de Valere, que muitos pensavam não passar de uma história e que agora, alguns sabem, foi encontrada. Ela seria usada para convocar heróis mortos de seus túmulos para lutar contra o Tenebroso, mas alguém a roubou. Rand al’Thor, Mat Cauthon e Perrin Aybara juntam-se aos soldados shienarianos, dispostos a sacrificar a própria vida para recuperar o artefato. No entanto, há algo que Rand teme ainda mais do que as forças do Tenebroso: a mácula de saidin. Rand sabe que está condenado à loucura e à morte e se pergunta se conseguirá ajudar seus amigos antes que isso aconteça ou se será ele próprio o responsável por destruí-los.

Contém alguns spoilers do livro anterior.

E não é que tudo pode mudar de um livro para outro? Eu não tinha gostado muito de O Olho do Mundo, como vocês podem conferir aqui, mas A Grande Caçada superou muito as expectativas. Li essa sequência por insistência de muitos amigos leitores e também por ter percebido, na obra anterior, que a série do Jordan tinha um bom futuro, mesmo que no 1º livro tudo tenha sido feito de um modo que eu acabei não gostando tanto, cheio de passagens que quebravam totalmente o ritmo. Doce ilusão ou obra do Tenebroso fazer eu achar que sua sequência seria parecida.

Passados os fatos no Olho do Mundo e seus desdobramentos, sabemos que o grupo de personagens principais encontra-se em Fal Dara e está em posse da Trombeta de Valere, que muitos dizem ser um artefato capaz de convocar os heróis do passado para lutar ao lado do tocador da Trombeta.

Já comecei o livro pensando: Agora que a parte boa de ação já passou, será que teremos páginas intermináveis de descrições e explicações de tempos longínquos? Engano meu. As informações passadas ao leitor são intrigantes, cheias de duplo sentido e que me fizeram querer saber sempre mais, ao mesmo tempo que a leitura não se tornava enfadonha e chata em momento algum.

Ainda mais com o prólogo se passando em uma reunião do Tenebroso com dezenas de Amigos das Trevas, onde todos parecem estar prontos para colocar em prática um plano que pode atrapalhar e muito a vida dos nossos conhecidos heróis Rand, Mat, Perrin, Egwene, Nynaeve e cia.

“O túmulo não é limite para o meu chamado” — traduziu, em uma voz tão baixa que parecia estar falando sozinha. — A Trombeta de Valere, criada para convocar heróis de volta do túmulo. E a profecia diz que ela só seria encontrada às vésperas da Última Batalha.

Acomodados em Fal Dara, nossos protagonistas estão pensando apenas no futuro imediato. Egwene e Nynaeve dirigem-se a Tar Valon para iniciar seu treinamento como Aes Sedai. Mat precisará de ajuda para se livrar da maldição da adaga que possui, e as Sedai parecem ser a única solução. Perrin pensa em voltar para Campo de Emond, em Dois Rios, e viver tranquilamente por lá, mas sua relação com os Lobos parece ter se tornado muito mais forte. Já Rand quer apenas fugir do seu destino: enlouquecer e acabar com a vida daqueles que ama. Essa é a mácula que o Dragão carrega, e Rand está muito disposto a não deixá-la acontecer.

Só tem um probleminha: a bendita Trombeta foi roubada, juntamente com a adaga amaldiçoada de Mat! E deixá-los nas mãos dos Amigos das Trevas não parece ser uma boa ideia. Portanto, lá vamos nós acompanhar mais uma aventura.

Rand, Mat e Perrin seguem com Lorde Ingtar e uma comitiva formada por shienaranos em busca do artefato mágico e da adaga, enquanto ao mesmo tempo Egwene e Nynaeve começam sua caminhada rumo a Tar Valon. Usando e abusando dos recursos apresentados no livro anterior, Robert Jordan nos faz praticamente atravessar boa parte do mundo por meio das Pedras-Portais e também dos Caminhos, passagens mágicas que alteram a distância e tempo percorridos.


Uma das boas partes desse livro é conhecer Tar Valon e como são treinadas as Noviças e Aceitas que pretendem se tornar Aes Sedai um dia. Egwene e Nynaeve certamente passarão alguns sufocos em busca do sonho, ainda mais quando percebem o que acontece quando uma Aes Sedai "amansa" um homem capaz de canalizar o Poder Único, como é o caso do Falso Dragão Logain. E se algum dia, em seu lugar, estiver Rand? Elas serão capazes de fazer o que lhes é mandado? São perguntas que só serão respondidas quando eu ler o restante da série. Destaco também, antes que eu esqueça de mencionar, as novas amizades das duas garotas: Elayne e Min.

E quem disse que não teríamos novos povos e criaturas sendo apresentados? É nesse livro que Jordan expande ainda mais o seu universo e nos apresenta seres muito peculiares, como os Seanchan, que saíram de além do Oceano para recuperar as terras do passado, falando sobre o tal Corenne, reforçando que devem o terreno pronto para o retorno dos exércitos que esperarão a vinda do seu herói Artur Asa-de-gavião. Acompanhados deles, criaturas bonitinhas e dóceis, como os grolms:


Isso que nem comentei o que esse povo pensa e faz com as Aes Sedai ou mulheres capazes de canalizar o Poder Único. Algo repudiante e covarde, diga-se de passagem. Deixarei a cargo do leitor descobrir o que acontece e tirar as suas próprias conclusões a respeito.

Conhecemos também, em Cairhien, o famoso Daes Dae'mar, o Grande Jogo ou Jogo das Casas, muito parecido com o que temos na série As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por George Martin, onde cada movimento, certo ou errado, pode representar uma ameaça para um lorde vizinho e acabar trazendo grandes consequências.

Finalmente consigo perceber o que Jordan quis trazer para o leitor ao escrever A Roda do Tempo. Mesclando conflitos pessoais (principalmente os de Rand, Perrin e Nynaeve nesse livro) com uma infinidade incrível de povos e culturas diferentes, a escala começa a crescer e eu me sinto mais inserido dentro da trama, querendo aprender mais e saber qual será o destino de cada um.

— Alguns homens — começou ela, sem tirar os olhos da mão dele — escolhem buscar a grandeza, ao passo que outros são forçados a ela. É sempre melhor escolher do que ser forçado. Um homem que é forçado nunca é inteiramente senhor de si, precisa dançar de acordo com os cordéis de quem o forçou.

E o final desse livro? SENSACIONAL! Feito com muita qualidade, já adianto, e fechando com chave de ouro essa sequência de O Olho do Mundo. Toda aquela aura de mistério por trás da Trombeta de Valere é revelada, trazendo consigo muito mais que uma simples melodia.


E agora só me resta ler o 3º livro, O Dragão Renascido, e aproveitar cada vez mais essa série. Antes disso, porém, lerei outras obras, como O Protegido (The Painted Man), escrito por Peter V. Brett, Gardens of the Moon, por Steven Erikson, e talvez The Well of Ascension, por Brandon Sanderson. Fiquem de olho, em breve tem mais!

Avaliação final:


A Roda do Tempo:

1º livro - O Olho do Mundo
2º livro - A Grande Caçada
3º livro - O Dragão Renascido
5º livro - As Chamas do Paraíso
6º livro - Lord of Chaos
7º livro - A Crown of Swords
8º livro - The Path of Daggers
9º livro - Winter's Heart
10º livro - Crossroads of Twilight
11º livro - Knife of Dreams
12º livro - The Gathering Storm
13º livro - Towers of Midnight
14º livro - A Memory of Light
Livro extra - New Spring

4 de mar. de 2015

Resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman


Título: Caixa de Pássaros
Original: Bird Box
Autor: Josh Malerman
Páginas: 272
Editora: Intrínseca (janeiro de 2015)

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Mudando rapidamente de gênero e testando um tipo de leitura diferente, resolvi me aventurar em um livro de horror e foi aí que me deparei com Bird Box, versão estrangeira do lançamento da Intrínseca Caixa de Pássaros. Achei a ideia do autor bem interessante e resolvi dar uma chance.

Somos apresentados inicialmente a Malorie e duas crianças, chamadas de Boy e Girl (Garoto e Garota), em meio a uma decisão sobre sair ou não da casa em que se encontram para ir em busca de um lugar seguro, localizado rio abaixo. O problema nisso tudo? Você não pode abrir os olhos do lado de fora!!! Um pouco complicadinho, né?


Tudo começou há quatro anos, quando os meios de comunicação subitamente transmitiram notícias sobre o surto de algumas pessoas. Essas enlouqueciam e matavam quem estivesse por perto, logo após cometendo suicídio. Mas uma informação era recorrente: isso só acontecia depois que elas viam alguma coisa. Ou alguém. Foi aí que todos começaram a trancar as portas, tapar todas as janelas e se abrigar dentro de casa, com medo de sair e ver o que estava causando tudo isso. O tal surto passou a ser chamado de Problem (Problema), até que mais informações fossem coletadas.


O autor, além de contar a história atual de Malorie e as duas crianças, também volta no tempo até o começo dos acontecimentos e vai intercalando os capítulos entre essas duas frentes, o que foi uma boa sacada. O livro ficou dinâmico e rápido de se ler. Presenciamos o nascimento das crianças, a vida de Malorie na casa antes delas chegarem e também de como ela se virou até aqui juntamente com outros sobreviventes.

Confesso que sempre fui meio fissurado por essa coisa de pós-apocalipse, o mundo entrando em colapso, tento saber sempre o máximo possível (vai que um dia aconteça, né? ahsuhsauhusah), e esse foi um dos motivos para começar a ler Bird Box. Apesar de ser em uma escala pequena, já que conhecemos apenas a cidade em que Malorie se encontra, já dá pra ter uma noção legal da loucura que seria, ainda mais não podendo enxergar quando saísse de casa. Uma hora dessas pretendo ler algo sobre zumbis, prometo, só para saciar essa minha curiosidade mórbida.
“It's better to face madness with a plan than to sit still and let it take you in pieces.” 

Uma das coisas bem interessantes da trama é entender o treinamento que Malorie faz com as crianças desde que elas são praticamente bebês. Eles PRECISAM aprender a escutar bem, pois simplesmente não podem depender da visão para se livrar dos problemas que podem (e vão) aparecer, então medidas mais drásticas precisam ser tomadas. Pense em saber diferenciar o som de uma pessoa sentado na mesa ou encostando-se no sofá, chorando ou fungando, coisas desse tipo.

Caixa de Pássaros parece estar fazendo sucesso aqui no Brasil e em alguns países mundo afora, mas não chegou a me cativar a ponto de achá-lo um bom livro. A ideia do livro é bem legal, com todo esse negócio de não poder enxergar e ter que se mover somente com os outros sentidos, mas não achei muito bem executada. Sem contar que o final deixou BASTANTE a desejar, já que eu queria mais explicações sobre O Problema e acabei não recebendo tudo o que eu precisava/desejava. Uma tremenda bola fora, diga-se de passagem.

Não é um livro que irei recomendar por aí, mesmo tendo alguns bons momentos de tensão na narrativa, principalmente quando Malorie está na casa juntamente com outras pessoas.

Avaliação final:

1 de dez. de 2014

Resenha: O Olho do Mundo - Robert Jordan


Título: O Olho do Mundo
Original: The Eye of the World
Série: A Roda do Tempo #01
Autor: Robert Jordan
Páginas: 800
Editora: Intrínseca (agosto de 2013)

Sinopse: Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará. Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al’Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época das celebrações de final de inverno — o mais rigoroso das últimas décadas —, e, mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira. Quando a vila é invadida por bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como também os conduz àquela que será a maior de todas as suas jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que um dos jovens seja o profético Dragão Renascido — aquele que poderá salvar ou destruir o mundo. 

O Olho do Mundo é o primeiro de uma série de CATORZE livros intitulada A Roda do Tempo, escrita pelo autor Robert Jordan, falecido logo após terminar o 11º livro, mas que felizmente o autor Brandon Sanderson teve a honra e a gigantesca responsabilidade de finalizar os três volumes finais e não deixou os leitores da série na mão e sem saber o final.

Como visto na sinopse acima, é numa vila tranquila na região dos Dois Rios que tudo começa. Vamos sendo apresentados aos jovens personagens principais Rand al'Thor (possui a maior parte dos pontos de vista da história), Mat Cauthon, Perrin Aybara, Nynaeve al'Meara (Sabedoria da vila, comanda o conselho de mulheres da cidade, mesmo sendo apenas uma adolescente) e Egwene al'Vere (filha do prefeito) aos poucos, assim como outros que fazem parte da história e tem lá a sua importância. Enquanto todos festejam o final do inverno, coisas estranhas começam a acontecer: uma desconhecida aparece na vila de repente e um cavaleiro negro misterioso é visto pelos jovens nos arredores, mas ninguém o consegue identificar.

Em determinado momento seres muito estranhos, com cabeças de bode e extremamente musculosos, atacam a vila e destroem tudo e todos ao seu redor, procurando por alguma coisa ou alguém. Até então eles eram somente lendas e mitos para os habitantes da vila, mas os Trollocs agora tornam-se um pesadelo real. E é nessa hora que aparecem Moiraine e Lan. A misteriosa mulher é uma Aes Sedai, capaz de controlar o poder que move a Roda do Tempo, enquanto o homem é um Guardião, jurado a protegê-la e, para mim, um dos grandes mistérios desse primeiro livro, pois somente nos é revelado quem ele realmente é e quais são suas origens na segunda parte do livro. Ambos estão à procura do Dragão Renascido, que segundo as profecias irá ressurgir quando o mal tomar conta do mundo e ele será a salvação (ou não) da humanidade.

 

Falando um pouco mais sobre a parte mágica da história toda, O Poder Único vem da Fonte Verdadeira, a força que impulsiona a Criação, a força que o Criador gerou para girar a Roda do Tempo. Saidin, a metade masculina da Fonte Verdadeira, e saidar, a metade feminina, trabalham uma contra a outra e ao mesmo tempo em conjunto para produzir essa força. Saidin é maculado pelo toque do Tenebroso, somente homens podem utilizá-lo e a maioria deles foi tão corrompida a ponto de enlouquecerem.  Somente saidar, a força utilizada pelas Aes Sedai, pode ser usada com  segurança. Apenas poucas pessoas conseguem aprender a tocar a Fonte Verdadeira e usar o Poder Único, e algumas dessas poucas podem aprender num nível mais elevado, outras, num nível menor. 

Focando bastante na fuga dos protagonistas em direção ao desconhecido, ao longo da história vamos desbravando novos lugares, como Baerlon, Caemlyn, Ponte Branca, Fal Dara, entre outros, com nossos protagonistas (quase) sempre acompanhados por Moiraine e Lan. Aos poucos percebe-se que não só um Dragão Renascido pode ter reencarnado, mas vários falsões Dragões aparecem para tentar preencher esse cargo e com eles as intrigas políticas também começam, pois sempre que alguém resolve se intitular de algo em livros de fantasia épica é certo que alguma treta vai rolar.


Não sei por que, mas esse livro realmente não me convenceu. Existem várias partes boas na narrativa, confesso, mas entre elas a leitura parece se arrastar que até cheguei a parar umas duas vezes para ler outras obras e depois resolvi voltar aqui para finalizá-la. Essas partes boas e ruins intercaladas realmente atrapalharam a dinâmica da leitura, pois sempre que o negócio começava a fluir vinha algo que estragava o ritmo. É claro que as explicações sobre os lugares, as histórias, alguns personagens lendários e afins são importantes em qualquer tipo de livro, mas quando isso acontece a todo momento pode prejudicar a leitura, como foi no meu caso.

Voltando um pouco aos personagens, nesse primeiro livro eles não são tão desenvolvidos assim (compreensível, já que a série tem 14 volumes) e eu acabei não gostando TANTO de nenhum, aquele gostar a ponto de torcer pelo personagem e querer que ele se dê sempre bem. Um leve destaque apenas para Perrin, cuja conexão com os lobos me fez dar um pontinho positivo para ele. Tirando os principais, somente Lan me fez querer ler mais e mais sobre ele, já que aquele ar todo misterioso do Guardião foi bem usado ao longo da narrativa e acredito que ele terá um papel ainda mais importante ao longo dos livros, não só apenas guiar o grupo.

Enfim, para resumir, O Olho do Mundo não foi um livro que me cativou e me fisgou a ponto de me obrigar a ler sua sequência imediatamente e recomendá-lo para todo mundo, mas pode-se perceber todos aqueles ingredientes básicos para uma fantasia épica, como vários personagens, um mundo gigantesco a ser explorado com suas diversas peculiaridades, dezenas de criaturas totalmente diferentes e prontas para matar os protagonistas, assim como muitos outros fatores. Não lerei A Grande Caçada em breve, mas no futuro provavelmente darei uma chance, pois a maioria dos leitores diz que a série melhora mesmo do 2º livro em diante.

Avaliação final:

A Roda do Tempo:

1º livro - O Olho do Mundo
2º livro - A Grande Caçada
3º livro - O Dragão Renascido
4º livro - A Ascensão da Sombra
5º livro - As Chamas do Paraíso
6º livro - Lord of Chaos
7º livro - A Crown of Swords
8º livro - The Path of Daggers
9º livro - Winter's Heart
10º livro - Crossroads of Twilight
11º livro - Knife of Dreams
12º livro - The Gathering Storm
13º livro - Towers of Midnight
14º livro - A Memory of Light
Livro extra - New Spring

3 de ago. de 2012

NOVOS PARCEIROS DA EDITORA INTRÍNSECA

Nessa sexta-feira, aproximadamente às 18:30 , saiu a lista dos parceiros da Editora Intrínseca pelo Facebook. Segue o link da divulgação para quem não teve a oportunidade de ver:

http://intrinseca.com.br/informativo/institucional/ago12/parceiros_agosto2012.pdf

Infelizmente o nosso blog não foi escolhido para fazer parte desse seleto grupo de parceiros, mas futuramente haverá uma nova seleção e faremos de tudo para conseguir essa parceria.

Parabéns aos blogs selecionados e um "bola pra frente" para quem não foi.

Abraços a todos.
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