
Título: Irmandade
Original: Brotherhood
Série: Assassin's Creed #2
Autor: Oliver Bowden
Páginas: 392
Editora: Galera Record (2012)
Sinopse: Roma, outrora poderosa, jaz em ruínas. A cidade está impregnada de sofrimento e degradação, os seus cidadãos vivem sob a sombra da impiedosa família dos Bórgia. Apenas um homem poderá libertar o povo da tirania Bórgia: Ezio Auditore, o Mestre Assassino. A demanda de Ezio irá testá-lo até aos seus limites. Cesare Bórgia, um homem mais malévolo e perigoso que o seu pai, o Papa, não descansará enquanto não tiver conquistado toda a Itália. Nestes tempos tão traiçoeiros, a conspiração está por todo o lado, até no meio da própria Irmandade...
Irmandade é um livro dividido em três partes e possui praticamente o mesmo número de páginas do livro anterior (em torno de 360), o que torna a leitura novamente agradável e sem ficar desgastante para o leitor, ainda mais com capítulos que não passam de 10 páginas cada um, tornando os fatos mais rápidos e as reviravoltas mais constantes.
O segundo livro da saga Assassin's Creed já nos apresenta um Ezio Auditore bem mais velho, com uns quarenta e poucos anos e sem o mesmo vigor físico de vinte anos atrás, mas com a mesma habilidade assassina de sempre. Dessa vez, nosso protagonista deve livrar Roma do controle da família Bórgia, que comanda a Itália com punho de ferro e quer derrotar os Assassinos de qualquer jeito.
"Só o que Ezio sabia com segurança após a experiência – ou melhor, provação – era que a luta ainda não tinha acabado. Talvez um dia houvesse o momento em que ele poderia voltar a Florença, sua cidade natal, e sossegar com seus livros, beber com os amigos no inverno e caçar com eles no outono, perseguir meninas na primavera e supervisionar as colheitas em suas propriedades no verão.
Mas esse dia não seria hoje.
No fundo do coração, Ezio sabia que os Templários e todo o mal que eles representavam ainda não estavam derrotados."
Se ainda não bastassem os Bórgia, novas gangues aparecem, como é o caso da Cento Occhi, e também novos inimigos, como o capanga de Cesare, Micheletto, que está por trás de todos os planos do filho do papa. Mesmo tendo de enfrentar muitos inimigos e não tendo mais a mesma juventude de antes, Ezio agora é bem mais experiente e sabe lidar muito bem com as situações adversas.
... Mas Ezio tinha de fato a satisfação de saber que ainda podia vencer as lutas usando a inteligência e o treinamento; duas coisas que não poderiam ser tomadas dele até o dia que o pegassem e o torturassem até a morte.
Ao longo do livro, Ezio vai passando por várias provações e tem que arcar com as consequências das mortes de alguns familiares e pessoas muito queridas por ele, tornando as suas missões ainda mais difíceis de serem bem-sucedidas. E o pior: algumas brigas dentro da Irmandade dos Assassinos podem comprometer a segurança dos membros e levar tudo por água abaixo.
"Usando a braçadeira e a espada, Ezio foi capaz de se defender contra os ataques cada vez mais frenéticos. A habilidade de Ezio com sua lâmina era contrabalanceada com a necessidade de enfrentar quatro oponentes de uma só vez. Mas a lembrança da amada esposa de Bartolomeo o impulsionou. Ezio sabia que simplesmente não poderia falhar, não tinha o direito de falhar. A maré da batalha se virou a favor dele."
Apesar de bom, esse livro não possui a mesma intensidade do primeiro e peca novamente nas passagens de tempo malucas que o autor costuma fazer. Tirando isso, é uma boa aposta para os fãs do gênero e principalmente para quem gosta dos games!
Pontos fortes: a eterna batalha de Ezio contra os Bórgia.
Pontos fracos: o mapa acabou sendo retirado deste livro e o mesmo não mantém o ritmo alucinante do anterior.
Avaliação final:
Assassin's Creed:
2º livro - Irmandade
5º livro - Renegado