15 de dez de 2013

Resenha: O Nome do Vento - Patrick Rothfuss


Título: O Nome do Vento
Original: The Name of the Wind
Série: A Crônica do Matador do Rei/The Kingkiller Chronicle #01
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 656
Editora: Arqueiro (2009)

Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.


O Nome do Vento é um livro que sempre esteve na minha estante, à espera das minhas mãos para abri-lo e degustar de sua história. Muito tempo se passou e finalmente tive a oportunidade necessária para me dedicar à leitura do mesmo. Com uma história envolvente e uma narrativa um pouco diferente do que estou acostumado, acabei gostando dele.

A trilogia A Crônica do Matador do Rei é narrada em primeira pessoa pelo personagem Kvothe, atualmente um mero dono de estalagem em uma pacata cidade, que precisa contar a história da sua vida a um cronista em até três dias (cada livro corresponde a um dia) e o faz relembrar de todos os acontecimentos marcantes por quais passou.


O primeiro deles, o que mais afetará a sua vida, é o assassinato de toda sua família e a trupe que o acompanhava pelos Chandrianos, demônios assassinos que tem como marca muito forte o fogo azul usado por eles nos seus atos. A partir desse momento, Kvothe precisa viver sozinho e sai perambulando pelas florestas próximas e pela cidade de Tarbean, onde começa a procurar informações sobre o grupo que matou seus parentes, sempre na inseparável companhia do alaúde usado por seu pai, umas das únicas coisas que sobraram depois do massacre e que remete Kvothe aos bons tempos de outrora.

- Ademais, tudo isso aconteceu há muito tempo – disse, com um gesto desdenhoso. – O tempo é um grande remédio, e por aí vai.

A partir daí, a história enrola bastante até o momento em que Kvothe chega à tão desejada e sonhada Universidade, onde poderá achar mais informações sobre o Chandriano e também descobrir o "nome do vento". Lá, nosso protagonista encontra todo o tipo de pessoa, mas vale destacar a amizade que ele faz com Wilem e Simon, a sua paixonite aguda por Denna (não posso esquecer de comentar a falta de trato e de experiência do Kvothe com as mulheres, que chega a ser engraçada em vários momentos) e as suas brigas e consequentes complicações por causa de Ambrose, um garoto rico que insiste bastante em pegar no pé de Kvothe e faz de tudo para atrapalhar a sua vida.

Ah, também não posso esquecer de comentar que existe uma ligação muito grande entre Kvothe e a música, pois foi o recurso utilizado pelo personagem para se livrar um pouco da solidão que o acompanha permanentemente e ter algo que ele pudesse chamar de seu, algo que o fizesse ter vontade de viver, o que acaba permeando muitas partes do livro:

"A música é uma amante orgulhosa e temperamental. Recebendo o tempo e a atenção que merece, ela é sua. Desdenhada, chega o dia em que você a chama e ela não responde. Por isso comecei a dormir menos, para lhe dar o tempo de que ela precisava."

O livro só peca mesmo em trazer pouquíssimos momentos de ação (que, no meu ver, são extremamente necessários e fundamentais para esse tipo de livro) e por deixar vários assuntos pendentes para o próximo livro, o que muitas vezes pode ser considerado bom ou ruim, mesmo aguçando bastante a curiosidade do leitor. Faltou também um GRANDE momento no livro, algo que fizesse o livro se tornar indispensável, mas é uma leitura bem válida e eu certamente partirei para a continuação O Temor do Sábio.

Pontos fortes: um estilo diferente de literatura fantástica que tende a me agradar um pouco no futuro, mas que eu só descobrirei quando ler o segundo livro. A estreita relação de Kvothe com a música também dá um toque legal ao livro.
Pontos fracos: pouca ênfase em batalhas e várias "arestas" soltas.

Avaliação final:

A Crônica do Matador do Rei:

1º livro - O Nome do Vento
2º livro - O Temor do Sábio
3º livro - The Doors os Stone (sem previsão)

14 comentários:

  1. Eu estou completamente louco para ler essa série. Já tenho os dois primeiros aqui, mas sabe como é... os livros são grandes e o tempo é curto.
    Espero poder ler eles ano que vem.

    Gabriel - umpapoentrepaginas.blogspot.com.br
    PS: Ta rolando vários sorteios legais no blog ;)

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    1. Ah, os livros são bem grandes mesmo, Gabriel. O segundo chega a dar medo! ahsuahsuhas
      Boa leitura e não esqueça de passar aqui pra me dizer o que achou!

      Abraços.

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  2. Eu fiquei interessada nesse livro já faz um tempinho, mas sempre deixo para depois.
    Infelizmente ele sempre fica baratinho quando eu não tenho dinheiro kkkk
    Parabéns pela resenha!

    Beijos,
    Le Lançanova
    Palácio de Livros

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    1. Eu também sempre deixava para depois, mas uma hora tive que dar uma chance a ele! Aproveita e guardar uns 25-30 reais e compra na próxima promoção que tiver, vale a pena.

      Beijos.

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  3. Oi Vagner!

    Eu comprei esse livro já faz algum tempo e como você também estou esperando um bom momento para me dedicar a ele, pois o livro é bem extenso. Gostei da premissa do livro e dos pontos que mencionou em sua resenha. Como não costumo ler muito esse gênero talvez não ache falta das batalhas. Ótima resenha.

    Abraço

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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    1. É preciso tempo para se dedicar a ele, Fran, mas no final você será muito bem recompensada! Pode ler sem medo que você certamente irá gostar!

      Abraços.

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  4. Oi Vagner. Estou "namorando" a narrativa desse livro em algumas resenhas e estou certo de que vou gostar da história quando lê-la (acho pouco difícil até hoje quem leu não ter gostado). Com certeza a literatura medieval é maravilhosa e depois de ter consigo ler e gostado da Guerra dos Tronos, já me sinto um guerreiro. Abraços!

    De Frente com os Livros

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    1. Também fiquei namorando esse livro por um bom tempo, Clóvis, mas finalmente tive o tempo necessário para ele. E tenho certeza que você se sentirá parte do livro quando começar a passar página por página.

      Abraços!

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  5. Achei O Nome do Vento excelente, com destaque para e escrita do autor. Concordo com você, Vagner, que o livro peca por conter pouca ação.

    www.bomlivro1811.blogspot.com.br

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    1. Esse livro é muito bom, sendo a sequência melhora ainda.
      Agora é esperar pelo terceiro!!

      Abraços.

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  6. ainda não li o livro ,mas de tanto ouvir falar de como é bom ,estou pensando em comprar ,ai ótima resenha

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    1. Pode comprar que a série é muito boa, Márcia! ;)

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  7. qual a idade indicava?

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    1. Indicaria para leitores maiores de 15-16 anos.

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