12 de jan de 2015

Resenha: Words of Radiance - Brandon Sanderson


Título: Words of Radiance
Original: Words of Radiance
Série: The Stormlight Archive #02
Autor: Brandon Sanderson
Páginas: 1080
Editora: Tor Books (janeiro de 2014)

Sinopse: In the first volume, we were introduced to the remarkable world of Roshar, a world both alien and magical, where gigantic hurricane-like storms scour the surface every few days and life has adapted accordingly. Roshar is shared by humans and the enigmatic, humanoid Parshendi, with whom they are at war. Among those caught up in the conflict are Highprince Dalinar Kholin, who leads the human armies; his neice Jasnah, a renowned scholar; her student Shallan, a brilliant but troubled young woman; and Kaladin, a military slave who, by the book’s end, was beginning to become the first magically endowed Knight Radiant in centuries. In Words of Radiance their intertwined stories will continue and, as Sanderson fans have come to expect, develop in unexpected, wonderfully surprising directions. The war with the Parshendi will move into a new, dangerous phase, as Dalinar leads the human armies deep into the heart of the Shattered Plains in a bold attempt to finally end it. Shallan will come along, hoping to find the legendary, perhaps mythical, city of Urithuru, which Jasnah believes holds a secret vital to mankind’s survival on Roshar. The Parshendi take a dangerous step to strengthen themselves for the human challenge, risking the return of the fearsome Voidbringers of old. To deal with it all, Kaladin must learn how to fulfill his new role, while mastering the powers of a Windrunner.

Contém alguns spoilers do livro anterior!

O que dizer da sequência de The Way of Kings? Se o livro anterior já tinha me deixado extremamente satisfeito, esse aqui elevou o patamar da série às alturas, me deixou bufando em stormlight, literalmente. Achei que seria muito difícil o Brandon manter o excelente nível do livro anterior, mas o cara simplesmente fez melhor e escreveu uma sequência arrebatadora, cheia de novas teorias e com alguns combates singulares muito interessantes.


Repassando os últimos acontecimentos do 1º volume, agora Kaladin e seus companheiros de Bridge Four são os responsáveis pela guarda pessoal de Dalinar Kholin e sua família, um "prêmio" recebido por terem salvo o general durante a batalha na Torre após uma traição mais que fdp de Sadeas, um cara que merece morrer da pior forma possível. Que Stormfather me conceda esse desejo!!

Que mudança de vida, hein? De carregador de pontes enfrentando a morte todas as vezes que se aventurava nas Shattered Plains a capitão da guarda pessoal do homem que praticamente comanda Roshar, tendo que evitar a morte dos outros a qualquer custo, já que o rei Elhokar não é nem uma sombra se comparado ao falecido pai Gavilar Kholin.

Kaladin definitivamente é o melhor personagem da série e um dos que mais gostei até hoje em todos os livros de fantasia que consegui desbravar. Seus fantasmas do passado o impedem muitas vezes de seguir adiante e tornar-se um homem mais poderoso em Roshar, mas isso é facilmente entendido devido a todos os seus problemas do passado. Em Words of Radiance, vemos o lanceiro em uma posição que o incomoda, já que está muito próximo das intrigas da corte e sua intenção sempre foi e sempre será estar lutando nas Shattered Plains. Ao mesmo tempo que cumpre essa função, Kaladin precisa lidar com seus novos poderes e aprende que ser um bom Surgebinder não é assim tão fácil, ainda que a spren Syl está ali para ajudá-lo a entender como funciona a stormlight.


Mesmo que Kaladin seja o grande protagonista da série, Words of Radiance foi feito para Shallan, a aprendiz de Jasnah Kholin e que agora continua o trabalho da mesma, indo em direção às Shattered Plains para descobrir se Urithiru, a cidade que centralizava as dez ordens dos Knights Radiant, está escondida lá no meio. Isso sem contar que as teorias envolvem os Parshendi e seus "primos" parshmen são ainda mais tenebrosas, capazes de destruir a humanidade se tudo for confirmado.

"A woman's strength should not be in her role, whatever she chooses to be, but in the power to choose that role."

É incrível acompanhar a evolução de Shallan do livro anterior para esse. Daquela garotinha tímida para uma mulher, praticamente, capaz de tudo para descobrir os segredos que tanto perturbam os estudiosos e para infiltrando-se no meio de organizações perigosas, a um passo da morte. Isso sem contar que todos os flashbacks de WoR são com Shallan como personagem principal, e neles descobrimos como foi que seu pai e sua mãe morreram, como seus irmãos foram criados e também todo o tratamento que Shallan recebeu para hoje ter a personalidade que tem.


Mais uma coisa: Shallan definitivamente sai da caverna nesse livro. Algumas revelações sobre ela são incríveis e fazem com que seus povs sejam bem melhores em WoR do que em TWoK.

Outros que ganharam mais destaque nessa sequência são os homens da família Kholin. Renarin agora é um shardbearer e precisa aprender a lutar, ainda que seus "problemas de saúde" o atrapalhem bastante. Para superar isso, nada melhor que se juntar à Bridge Four, correto? Adolin tem uma participação bem maior nesse livro, deixando-nos a par de sua grande habilidade, principalmente em duelos contra outros shardbeares a fim de conseguir mais shardplates e shardblades para a família e assim enfraquecer os inimigos políticos dos Kholin, visto que eles podem e querem atrapalhar o plano de seu pai: reunificar todos os highprinces e finalmente derrotar os Parshendi. Mas quem manda mesmo na parada é Dalinar Kholin, the Blackthorn, agora um homem preocupado, mesmo que obrigatoriamente, com a política e as intrigas que cercam o reino. Sua relação extramamente conturbada com Sadeas ganha outro nível em Words of Radiance, ainda mais que agora temos alguns povs daquele traidor no livro e também entendemos/odiamos as motivações dele em querer que Dalinar saia da posição em que está e seja morto a qualquer hora.

E, para finalizar a lista dos personagens que mais apareceram em Words of Radiance, temos Eshonai e Szeth. A primeira, uma guerreira Parshendi, tem alguns pontos de vista narrados durante o livro e esses capítulos são MUITO interessantes. Conhecemos mais sobre os inimigos do reino, suas diversas formas e sua forma de pensar e, principalmente, lutar e conversar, além de acompanharmos a evolução dos Parshendi e suas última tentativa de sobrevivência. Já Szeth, sempre contratado para matar quem quer que seus mestres desejam, agora tem uma missão maior e precisará tirar do caminho vários highprinces de Roshar, além de encontrar finalmente um adversário ao seu alcance durante a narrativa. As partes de luta de Szeth eram sempre as melhores em The Way of Kings, e aqui não é diferente. Prepare-se para muitos momentos de tensão quando ele aparece, é sempre certeza de adrenalina e muita stormlight sendo utilizada!

 

Comparado ao livro anterior, The Way of Kings, WoR tem menos batalhas mas muito mais intrigas, a escala do mundo cresce consideravelmente e somos apresentados cada vez mais a novos lugares de Roshar e suas particularidades. Eu, particularmente, gostei muito de ambos os livros, mas esse aqui expande a série para outro nível e torna tudo muito melhor. Os segredos de todo (o) mundo crescem ao mesmo tempo que alguns são revelados, alguns personagens descobrem ser capazes de fazer coisas que ninguém imaginava.

You sent him to the sky to die, assassin," Kaladin said, Stormlight puffing from his lips, "but the sky and the winds are mine. I claim them, as I now claim your life.

O que mais me intrigou e me satisfez nesse livro foi descobrir algumas coisas por trás das dez ordens dos Knights Radiant e sobre a origem das sharplates/shardblades, além de nos ser explicada muita coisa a respeito dos espíritos da terra de Roshar, os/as sprens, como é o caso de Syl com Kaladin e de Pattern com Shallan. Ambos desenvolvem-se enquanto seguem os personagens principais e aumentam o seu conhecimento sobre o mundo e as coisas ao seu redor. Sem contar que ter capítulos que se passam entre os Parshendi foi excepcional, a cultura deles é totalmente diferente do que se vê por aí e o modo como se relacionam é bem singular, sendo que todas as suas classes tem uma devida importância entre o povo e assim todos se ajudam mutuamente.

Quem ainda não partiu para desbravar The Stormlight Archive não sabe o que está perdendo!!! É uma leitura agradável, mesmo que os livros tenham mais de 1.000 páginas, as coisas começam a se encaixar de um jeito intrigante, os personagens são bem construídos e fica até fácil identificar-se com vários deles (eu gosto demais do Kaladin, mas eu praticamente me vejo sendo Dalinar, o Blackthorn. Todas as atitudes que ele toma são exatamente as mesmas que eu faria, parece até que o Brandon está escrevendo a minha história quando for mais velho, haha). Uma saga épica que promete ser uma das melhores de todos os tempos, mesmo que só 2 dos 10 livros prometidos tenham sido lançados até o momento. Eu estou tendo a oportunidade de acompanhá-la desde o início e tenho certeza que não me arrependerei quando tudo terminar.

Fica novamente a recomendação dessa série de fantasia épica. Brandon Sanderson escreve sem muitas enrolações e está presenteando os seus leitores com excelentes personagens e um mundo incrivelmente único. Que venha o terceiro (Skybreaker) em 2016!

Avaliação final:


The Stormlight Archive:

1º livro - The Way of Kings
2º livro - Words of Radiance
3º livro - Skybreaker (previsão de lançamento para 2016)
4º livro - Sem nome
5º livro - Sem nome
6º livro - Sem nome
7º livro - Sem nome
8º livro - Sem nome
9º livro - Sem nome
10º livro - Sem nome

4 comentários:

  1. Aaaah. Eu não queria ler antes de terminar o livro, mas não resisti. Ótima resenha, como sempre. Não vejo a hora de chegar no desfecho. Brandon é divo demais! Abs!

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    1. Difícil resistir a um livro desses, né? Tô esperando a tua resenha, por sinal. Para de enrolar e termina logo!! ASHUSAHUHSU

      Ainda falta muito para o desfecho, imagina só, DEZ livros. Vou ter uns 40 anos quando o Brandon terminar a série, já que ele disse que vai dar uma pausa depois que publicar o 5º livro. Oremos...

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  2. As partes dos Parshendi são ótimas mesmo - e tensíssimas! Adoro a criatividade do Brandon pra criar esses povos, fascinante.
    Continuei gostando da maioria dos personagens principais, mas o Adolin teve destaque pra mim nesse livro - virou um dos meus preferidos. Ainda mais pelo que faz no final. Bati palmas, rs. (E aquela luta mais pro meio do livro, hein?! Demais.)

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    1. As diversas formas dos Parshendi são muito bem feitas, vamos ver se sobrou algum pra contar a história no 3º livro!!! hahaha

      O Adolin ganhou um destaque maior mesmo nesse livro, aquele duelo que ele precisou de uma ajudinha do Kaladin foi épico!!! E o que ele fez no final, então, nem se fala. Fiquei tão feliz... haushasuhusa

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