Mostrando postagens com marcador Saxon Stories. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saxon Stories. Mostrar todas as postagens

23 de mai. de 2017

Resenha: O Portador do Fogo - Bernard Cornwell

Título: O Portador do Fogo
Original: The Flame Bearer
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #10
Autor: Bernard Cornwell
Tradutor: Alves Calado
Páginas: 322
Editora: Record (maio de 2017)

Sinopse: Uhtred é o senhor de Bebbanburg e nada nem ninguém ficará no seu caminho para reconquistá-la nesse décimo volume da série Crônicas Saxônicas A Britânia enfim encontra um momento de paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e a rainha Æthelflaed, senhora da Mércia, chegaram a um acordo e decretaram uma trégua, com o apoio do maior guerreiro da época, Uhtred de Bebbanburg. Uhtred vê então a chance de recuperar suas terras, tomadas por seu tio tantos anos — e agora mantidas por seu ardiloso primo. Mas os inimigos que Uhtred fez depois de tantos anos em guerra e os juramentos que prestou, além de uma rede de intrigas, o desviam temporariamente do sonho de recuperar Bebbanburg. E isso abre espaço para o surgimento de um novo inimigo, o temível Constantin da Escócia, que aproveita o clima de incertezas para comandar seu exército para o sul e conquistar terras da Nortúmbria. Porém, Uhtred está determinado, e nada, nem novos nem antigos inimigos, será capaz de mantê-lo afastado de seu direito de nascimento.

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Enfim chega ao Brasil o DÉCIMO livro das Crônicas Saxônicas. Parece até que foi ontem (2012) que comecei a série acompanhando a vida de um pirralho e literalmente devorando os livros seguintes.

Após os acontecimentos do 9º volume, quando Uhtred, Finan e seus guerreiros derrotam o exército do irmão de Sigtryggr, Ragnall, além das mortes de Brida e Haesten, agora as atenções do nosso protagonista voltam-se totalmente ao norte, em direção à Bebbanburg, sua fortaleza de direito.

Ajudado pelo fato do seu genro Sigtryggr, casado com Stiorra, ser o comandante atual da Nortúmbria, Uhtred sabe que não terá que se preocupar com inimigos às suas costas quando avançar para o norte, focando-se somente no que interessa. Para manter a paz, um acordo foi feito com Æthelflaed, onde Sigtryggr abriu mão de várias terras e de vários burhs que havia conquistado.

Mas nem tudo são flores, é claro. Ao aproximar-se de Bebbanburg, Uhtred descobre que seu primo está sendo abastecido com comida e contratando guerreiros a partir do norueguês Einar, o Branco, já temendo um ataque de Uhtred à fortaleza inexpugnável. As coisas ainda pioram quando um exército escocês aparece, liderado pelo chefe de guerra Constantin, reivindicando todas as terras acima da Muralha de Adriano. Para eles, essa parte do território é escocesa, e isso inclui as terras em volta de Bebbanburg. Com uma quantidade de guerreiros bem menor e sem querer se arriscar, Uhtred é obrigado a recuar, indignado com as artimanhas aprontadas pelas fiandeiras do destino.

"Eu digo aos meus netos que a confiança vence batalhas. Não desejo que eles lutem, preferiria tornar o mundo de Jeremias uma realidade e viver em harmonia, mas sempre há algum homem, e geralmente é um homem, que olha com inveja para os nossos campos, que quer a nossa casa, que acha que seu deus rançoso é melhor que o nosso, que virá com fogo, espada e aço tomar o que construímos e torná-lo seu. E, se não estivermos prontos para lutar, se não tivermos passado aquelas horas tediosas aprendendo a usar espada, escudo, lança e seax, esse homem vencerá e nós morreremos. Nossos filhos serão escravos, nossas mulheres serão prostitutas e nosso gado será morto. Por isso precisamos lutar, e um homem que luta confiante vence."

Um oponente do passado aparece para atrapalhar ainda mais a sua vida: o poderoso ealdorman Æthelhelm, sogro de Eduardo e atualmente o homem mais poderoso do reino de Wessex. Determinado a confirmar seu neto como sucessor do atual rei, ele deseja uma invasão o quanto antes da Nortúmbria, o que vai de encontro à vontade de Uhtred. Æthelhelm teria que passar por cima de Sigtryggr e Stiorra, mas como foi visto no 9º livro, não se mexe com a família dos outros.

Os primeiros capítulos desse 10º livro são cheios de intrigas políticas e incertezas quanto ao futuro da Inglaterra. Ao acompanharmos os pensamentos de Uhtred, percebemos que a união dos quatro reinos ainda está bem longe de acontecer, apesar do domínio territorial saxão indicar o contrário. E isso é algo que com certeza será MUITO explorado também nos próximos volumes da série, quando os próprios saxões entrarão em conflito entre si para decidir quem seguirá o sonho de Alfredo.

Com um ritmo menos empolgante que o antecessor, O Portador do Fogo sofre um pouquinho com a parte política na primeira metade, quando o leitor é constantemente deslocado para um lado e para outro, tentando entender o que está acontecendo e quais serão as consequências.

No entanto, quando chegamos na parte onde se cumpre o prometido na sinopse, a coisa pega fogo.

Nesse livro acontece algo que praticamente todos os fãs da série estavam esperando. Não escreverei aqui exatamente o que é para não dar spoilers aos desavidos, mas quem acompanha a história do Uhtred desde pequeno não tem como errar. É pra glorificar de pé, irmãos! Chegou o grande dia!

Eu tinha desamarrado as placas faciais do elmo, deixado que eles vissem o sangue no meu rosto, que vissem o sangue na minha cota de malha, nas minhas mãos. Eu era um homem de ouro e sangue. Era um senhor da guerra e estava tomado pela fúria da batalha. O inimigo estava a dez passos de distância e eu caminhei cinco desses dez, ficando sozinho diante deles. — Esta é a minha rocha! — vociferei para eles.

E que narrações sensacionais! Nos capítulos finais passa um filme na nossa cabeça, do Uhtred levando uma pancada do Ragnar velho para depois ser recebido pelo Ragnar filho, da batalha com Ubba à beira do mar, dele derrubando Svein do Cavalo Branco, de acompanhar a morte de Kjartan pelas mãos de Ragnar, da briga por Lundene, dos momentos íntimos com Gisela e seus herdeiros, da morte do rei que ele amava e odiava ao mesmo tempo, entre tantas outras coisas que fazem das Crônicas Saxônicas um conjunto de narrativas épicas de brilhar os olhos. Wyrd bið ful aræd

Impossível não se emocionar por um momento que esperávamos por tanto tempo.

Com um (baita) peso a menos nas costas, a série poderá avançar bastante, até momentos tensos na história da formação da Inglaterra, como a disputa pela sucessão do trono quando Eduardo, o filho do falecido Alfredo, morrer. Muitas tretas para os leitores nas sequências das Crônicas Saxônicas.

Avaliação final:

Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
10º livro - O Portador do Fogo
11º livro - ?
...

17 de out. de 2015

Resenha: Guerreiros da Tempestade - Bernard Cornwell

Título: Guerreiros da Tempestade
Original: Warriors of the Storm
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #9
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 350
Editora: Record (8 de agosto de 2016)

Sinopse: Filhos do falecido rei Alfredo, Eduardo e Æthelflaed já dominam a maior parte do território saxão. Seus exércitos conquistam e garantem a soberania por onde passam. Mas isso não impede que os incansáveis nórdicos realizem constantes ataques aos seus reinos. Uhtred de Bebbanburg comanda a guarnição do burh de Ceaster, uma poderosa fortaleza no norte da Mércia construída pelos romanos. O poder da senhora Æthelflaed na região se expande, o que atrai olhos cobiçosos. Ragnall, o Cruel, reúne forças irlandesas e nórdicas no maior exército que jamais ameaçou o universo saxão. Com isso, a solução de Æthelflaed é colocar suas forças no interior de Ceaster para resistir aos ataques inimigos. Porém, quem será capaz de manter Uhtred entre as paredes de um burh quando sua filha, casada com Sigtryggr, irmão e inimigo de Ragnall, é colocada em perigo? Na luta entre deveres familiares e lealdade aos seus guerreiros, entre ambições pessoais e compromissos políticos, não há um caminho fácil. Mas um homem com a coragem de um verdadeiro guerreiro é capaz de trilhá-lo. Este homem é Uhtred, e este momento é decisivo para seu destino.

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Como já é de praxe, no momento em que o autor Bernard Cornwell lança um livro novo das Crônicas Saxônicas/Saxon Stories eu já vou correndo atrás e tento ler o mais cedo possível, já que essa é minha série favorita e Uhtred de Bebbanburg é o personagem que mais gosto. O único problema depois disso tudo é ter que esperar mais um ano pela sequência, mas faz parte. hahaha

Depois de defender a fortaleza de Ceaster contra os ataques dos noruegueses liderados por Sigtryggr no final do volume anterior (O Trono Vazio), Uhtred e seus guerreiros têm uma nova ameaça à frente: o irmão de Sigtryggr, Ragnall Ivarson, um viking poderoso e que comanda única e simplesmente pelo medo (Kjartan 2), pronto para saquear as terras da Mércia e atrapalhar o sonho do já falecido Alfredo de juntar os reinos existentes e formar a Inglaterra que ele tanto queria.

Drakkar at night, by joaomachay
“Ragnall Ivarson. Eu nunca me encontrei com ele, mas eu o conhecia. Sabia de sua reputação. Nenhum homem navegava melhor um navio, nenhum homem lutava mais ferozmente, nenhum homem causava mais terror. Ele era um selvagem, um pirata, um rei de lugar nenhum.”

Velhos conhecidos aparecem e temos alguns dos seus destinos selados. Pessoas que eu nem lembrava direito onde estavam e o que faziam, mas que entraram no caminho de Uhtred por bem ou por mal e o nosso saxão terá negócios para resolver. Negócios sangrentos, digamos assim.

As descrições das paredes de escudos estão fenomenais, como sempre, e foi exatamente nesse quesito tão importante que o autor apostou para retomar a excelente narrativa do 7º livro, O Guerreiro Pagão. Narrativa essa que acabou se perdendo um pouquinho no seguinte, que acabou não sendo um dos melhores volumes da série. Warriors of the Storm não tem esse problema e os leitores podem ficar tranquilos quanto a isso, já que a carnificina rola solta e desenfreada por aqui.

Schiltrom, por xenos60
“Trinta passos, vinte, e você pode ver os olhos dos homens que tentarão te matar, e ver as pontas das lanças, e o instinto te diz para parar, apertar os escudos. Nós nos contraímos durante a batalha, o medo enterra suas garras em nós, o tempo parece parar, há silêncio mesmo que milhares de homens gritem, e naquele momento, quando o terror ataca o coração como uma besta enjaulada, nós devemos nos jogar para dentro daquele horror. Porque o inimigo sente o mesmo. E você veio matá-lo. Você é o demônio dos seus pesadelos."

Tive algumas sensações nostálgicas durante a leitura, relembrando bastante do Uhtred lá dos 2-3 primeiros livros, que desobedecia todo mundo e fazia o que bem entendia. Dessa vez, novas ordens não são cumpridas e elas acabam trazendo algumas consequências. Tudo pela família, diga-se de passagem. Só que dessa vez Uhtred é um senhor da guerra, experiente, com reputação a mente, com pessoas a seu serviço e que dependem da sua palavra, e qualquer ameaça à sua família, por menor que seja, é considerada um ultraje sem precedentes e não deve jamais ser ignorada.

“Eu o faria gritar e assistiria enquanto sangrava, cortaria sua carne fresca em pedaços antes de me preocupar com Æthelflaed. Isso era pela família. Isso era por vingança.”

Outro que é sempre bom ver por perto é Finan, que Uhtred conheceu há muito tempo no período em que era escravo. O irlandês é um lutador exímio e deixará sua marca em combates singulares.

Um dos pontos importantes a se destacar é a grande evolução de Uhtred ao longo de toda a série. Agora mais velho, com quase 60 anos, ele não tem o mesmo físico de antes e não tem como ser o primeiro cara a pular uma muralha, é mais lento que muitos dos seus adversários, mas compensa os seus defeitos com a sua experiência de anos na primeira linha das paredes de escudos dos saxões.

Uhtred, por Yago Oliveira

Muitos por aí dizem que ele é apenas um personagem com a profundidade de uma poça d’água, mas enganam-se ao não notar que as suas preocupações ao longo dos livros mudam constantemente, além de ter sempre aquela questão de gostar mais dos dinamarqueses do que dos próprios saxões.

As piadinhas com os padres continuam e são sempre hilárias, disso o leitor jamais poderá reclamar.

“Você é cristão?”     “Mas é claro!”     “Você acredita em milagres?” eu perguntei, e ele concordou. “Então é melhor você pegar os seus cinco pães e dois peixes,” continuei, “e rezar para que o seu deus miserável providencie o resto.”

Repleto daquele humor irreverente e das batalhas que tanto amamos ver nos livros de Bernard Cornwell, Warriors of the Storm é leitura obrigatória para todos os fãs das Crônicas Saxônicas e deve ser feita o quanto antes. O destino é inexorável, diriam alguns, e Uhtred parece estar se aproximando cada vez mais de Bebbanburg, a fortaleza na Nortúmbria que é sua por direito.

A edição brasileira do nono livro da série só deve chegar ao Brasil no 2º semestre de 2016, mas até lá temos o seriado baseado na série e que a BBC está produzindo. Intitulado The Last Kingdom, iniciou-se em 10 de outubro. Recomendo fortemente que todos vocês assistam o quanto antes!

Avaliação final:

Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
9º livro - Guerreiros da Tempestade
10º livro - O Portador do Fogo
...

19 de ago. de 2015

Novo Parceiro: The Last Kingdom

Boa tarde, desbravador.

Agora o blog Desbravando Livros é um parceiro oficial do site http://thelastkingdom.tv.br/, responsável pela divulgação da série The Last Kingdom, que estreia logo mais, em 10 de outubro.


Dê uma passadinha por lá, conteúdo de primeira!

21 de jul. de 2015

The Last Kingdom em outubro de 2015

Fonte: BBC America

A BBC acabou de soltar a primeira imagem promocional da minissérie The Last Kingdom, inspirada no 1º livro das Crônicas Saxônicas, O Último Reino, que narra a história das invasões vikings à futura Inglaterra pelo ponto de vista de Uhtred, um saxão capturado e criado pelos dinamarqueses.


A data de estreia está marcada para 10 de outubro de 2015 e agora estou procurando informações sobre a transmissão aqui no Brasil. Até lá, que tal dar uma conferida na resenha que eu fiz do livro?


Espero que curtam, recomendo demais essa série para os amantes de guerra!

12 de jun. de 2015

Capa e sinopse de "O Trono Vazio", de Bernard Cornwell

A  Record acabou de revelar a capa e a sinopse de O Trono Vazio, 8º livro das Crônicas Saxônicas:

   As forças de Wessex e da Mércia se juntaram para combater os dinamarqueses, mas a instabilidade da união e a ameaça dos ataques dos reinos pagãos vizinhos são um perigo para a Britânia, pois Æthelred, o senhor da Mércia, está à beira da morte e não tem herdeiros, o que abre caminho para disputas pelo trono. Uhtred de Bebbanburg, o maior guerreiro da Mércia, sempre apoiou a senhora Æthelflaed para que se tornasse a sucessora do trono, mas será que a nobreza aceitará uma mulher como líder? Mesmo ela sendo a viúva de Æthelred e irmã do rei de Wessex?   Enquanto os mércios travam brigas internas e os saxões ocidentais tentam anexar o reino aliado, novos inimigos surgem na fronteira norte. Os saxões precisam desesperadamente de uma liderança forte, mas, em vez disso, lutam por um trono vazio, ameaçando arruinar todos os esforços para unir e fortalecer seu reino.

Como já li essa obra incrível em inglês, deixo o link da resenha para vocês:

Boa semana, curtam a notícia!!

19 de abr. de 2015

1º Teaser de The Last Kingdom

Boa tarde, desbravadores!!

Eu não posso deixar de comunicar a minha alegria ao ver o primeiro teaser do seriado The Last Kingdom, produzido pela BBC e baseado na obra Crônicas Saxônicas do autor Bernard Cornwell.



Situada no ano de 872, a série apresenta as invasões vikings em território hoje conhecido como Inglaterra. Wessex, sob o comando do Rei Alfred, o Grande, é o único reino que resiste aos ataques. A história tem como protagonista o jovem Uhtred, um garoto nobre que perde o pai em um dos ataques vikings. Levado e criado por eles, Uhtred cresce e se torna um guerreiro. Mais tarde, ele parte com a missão de conquistar as terras onde nasceu. Enquanto isso, o Rei Alfred enfrenta problemas políticos e religiosos para unificar os reinos e transformá-lo no que hoje é a Inglaterra.

Até já fiz uma resenha do 1º livro da série aqui no blog e vocês podem conferir aqui. Outra resenha muito boa é a feita pelo blog Drunkwookie: http://www.drunkwookie.com.br/cronicas-saxonicas/.


Apenas leiam e assistam ao seriado quando ele sair, já que a previsão é final de 2015!

Curtam também as páginas The Last Kingdom BR e Crônicas Saxônicas Brasil lá no Facebook.

Wyrd Bið Ful Aræd

23 de jan. de 2015

9º livro das Crônicas Saxônicas ficará pronto em 2015

Procurando por notícias a respeito da série, resolvi fazer uma busca no site do próprio Bernard Cornwell para ver se achava alguma novidade a respeito de Uhtred. E não é que eu encontrei? O 9º livro da série, ainda sem nome, está sendo escrito pelo autor e ficará pronto em 2015!

"Ainda não sei quantos livros serão, mas no momento eu estou trabalhando no próximo!"

"Um livro em 2015 - Uhtred."

"Eu comecei a escrever o nono livro das aventuras de Uhtred; tenho esperanças de que ele estará pronto para publicação no mais tardar este ano!

Felizes com a notícia? Eu sou fã demais dessa série e fico cada vez mais ansioso sabendo que uma hora ela chegará ao seu final, mesmo que a gente ainda não saiba quantos livros serão. Lembrando também que um seriado baseado nos livros está sendo produzido e deverá vir ao ar no final de 2015/início de 2016. Fiquem atentos a qualquer novidade e, até lá, aproveitem para ler as resenhas que fiz dos livros já lançados, começando por O Último Reino.

Um grande abraço e bom final de semana!

27 de out. de 2014

Resenha: O Trono Vazio - Bernard Cornwell


Título: O Trono Vazio
Original: The Empty Throne
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #08
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 302
Editora: Record (agosto de 2015)


Sinopse: As forças de Wessex e da Mércia se juntaram para combater os dinamarqueses, mas a instabilidade da união e a ameaça dos ataques dos reinos pagãos vizinhos são um perigo para a Britânia, pois Æthelred, o senhor da Mércia, está à beira da morte e não tem herdeiros, o que abre caminho para disputas pelo trono. Uhtred de Bebbanburg, o maior guerreiro da Mércia, sempre apoiou a senhora Æthelflaed para que se tornasse a sucessora do trono, mas será que a nobreza aceitará uma mulher como líder? Mesmo ela sendo a viúva de Æthelred e irmã do rei de Wessex? Enquanto os mércios travam brigas internas e os saxões ocidentais tentam anexar o reino aliado, novos inimigos surgem na fronteira norte. Os saxões precisam desesperadamente de uma liderança forte, mas, em vez disso, lutam por um trono vazio, ameaçando arruinar todos os esforços para unir e fortalecer seu reino.

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Essa resenha foi feita a partir da versão britânica, intitulada The Empty Throne, em outubro de 2014, data de lançamento do e-book estrangeiro. Depois, foi atualizada com imagens e nomes em português em 12/06/2015, quando foram anunciadas a capa e a sinopse da nossa edição brasileira.

Com a morte de Æthelred pedindo para chegar após ser ferido gravemente na batalha final do último livro, muitas artimanhas se desenrolam para definir quem será o próximo comandante da Mércia. Todo mundo sabe que um trono vazio é sinal de guerras se aproximando, e aqui não é diferente, ainda mais se tratando de um trono tão importante e primordial para que um dia os reinos se unam e formem a tão sonhada Inglaterra almejada por Alfredo, o Grande. Quem deve tomar o seu lugar? Qual pessoa tem mais direito a herdar o trono? Será que uma mulher dará conta do recado? São questões que permeiam todo o livro e trazem alguns debates muito interessantes.

Uhtred ainda está muito (!) machucado depois de ter matado Cnut e quase ter morrido na luta, precisando ficar de repouso sempre que possível e mal conseguindo cavalgar. Um dos objetivos desse 8º livro é fazer Uhtred recuperar-se dos ferimentos e voltar às batalhas, mas o desenrolar eu vou deixar pra vocês descobrirem, não quero estragar a alegria do leitor contando tudo tão cedo.


O livro começa diferente dos demais, com o prólogo sendo narrado pelo filho de Uhtred, provando que é realmente filho de um guerreiro e mostrando um pouco dos seus pensamentos e do seu medo em relação a Æthelflæd, esposa de Æthelred. Aliás, esse livro parece ter sido feito para ela. Æthelflæd torna-se aqui uma das grandes protagonistas para a formação da Inglaterra, num tempo onde mulher nenhuma conseguia se diferenciar e participar tão ativamente das batalhas. E é por ser assim que ela consegue o apoio dos seus subordinados, tornando-se esperança para muitos deles.

Essa obra também foca um pouco em Æthelstan, filho do rei Eduardo e neto de Alfredo, designado a um dia ser rei. Quem acaba tomando conta do garoto é nosso grande protagonista Uhtred, que o ensina a tomar decisões bem difíceis para um garoto de apenas 14 anos e comuns para o futuro rei.

“He needed to know it, see it, smell it, and survive it. I was training the boy not just to be a warrior, but to be a king.” 
“He’s a boy who must learn to be a warrior and a king,’ I said, ‘and death is his destiny. He must learn to give it.’ I patted Æthelstan’s shoulder. ‘Make it quick, boy,’ I told him. ‘He deserves a slow death, but this is your first killing. Make it easy for yourself.” 

Como vocês puderam perceber até agora com essa resenha, Uhtred acaba ficando em segundo plano em praticamente toda a narrativa, mesmo que a história seja narrada sob o seu ponto de vista. Isso acabou tirando um pouco a graça do livro, pois tudo que Uhtred faz é visando outra pessoa, outro ideal, e pouco é desenvolvido a partir das reais necessidades dele. Ah, aqueles juramentos feitos...

Enfim, somos também apresentados a vários novos inimigos nesse oitavo livro da série, alguns deles dinamarqueses, galeses e, a novidade da vez, irlandeses, todos sedentos por mais terras e sempre querendo aumentar os seus domínios. Uhtred e seus aliados acabam tendo que enfrentar alguns e até, digamos assim, torna-se "parente" de um deles. Leia e descubra por conta própria, earsling!!!


O Trono Vazio não mantém de perto o mesmo ritmo de O Guerreiro Pagão, livro anterior da série, pecando em apenas alguns detalhes. Faltaram batalhas mais épicas, mais reviravoltas, mais SANGUE!! Intrigas são vistas ao monte nesse livro, mas elas tomam grande parte do livro (mais de 60%) e tornam a leitura um pouquinho arrastada, não aproveitando o melhor que Cornwell nos dá, que são suas descrições de paredes de escudos e embates singulares. Mesmo assim é uma leitura obrigatória para os fãs da saga e deixa muitas arestas soltas para o futuro, além de explorar outros personagens, sendo esses os únicos motivos para eu não dar uma nota mais baixa para esse 8º livro.

Wyrd biõ ful ãræd: o destino é inexorável.

Avaliação final:

Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
...

16 de mai. de 2014

Resenha: O Guerreiro Pagão - Bernard Cornwell


Título: O Guerreiro Pagão
Original: The Pagan Lord
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #07
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 336
Editora: Record

Sinopse: Após um incidente envolvendo um abade, Uhtred, um dos últimos senhores pagãos entre os saxões, se vê atacado pela Igreja e por seus seguidores. Sem suas terras e com poucos homens, tudo que lhe resta é colocar um ousado plano em prática: recuperar Bebbanburg, a fortaleza onde cresceu e que foi tomada por seu tio. Porém, o que Uhtred não sabe é que sua missão pessoal vai colocá-lo num ardil capaz de reacender o confronto entre saxões e dinamarqueses, que pode selar de uma vez por toda o destino da Britânia e de sua rivalidade com Cnut.

Trago para você, desbravador, em primeiríssima mão, a resenha de um livro que ainda nem foi lançado aqui no Brasil. Mas como isso, Vagner? É muito simples! Acabei conseguindo a versão digital em inglês do livro The Pagan Lord (tradução original do exemplar dessa resenha), não me aguentei e tive que ler mais para saber o que acontecia com Uhtred, o guerreiro mais famoso e temido de toda a Britânia.

22 de set. de 2012

Resenha: Morte dos Reis - Bernard Cornwell


Título: Morte dos Reis
Original: Death of Kings
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #06
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 378
Editora: Record

Sinopse: O amado rei Alfredo está em seu leito de morte. Vendo os dias do soberano se aproximarem do fim, a nobreza saxônica está inquieta: o herdeiro ao trono, príncipe Eduardo, não tem a mesma popularidade do pai, e seus inimigos são numerosos. Enquanto candidatos à coroa surgem a todo o momento, os vikings, antigos adversários dos saxões, se preparam para aproveitar a instabilidade em Wessex e atacar o reino rival. Mas Alfredo fará de tudo para garantir que a paz que instaurou em seu reino perdure após sua morte. Para isso, ele conta com Uhtred, guerreiro saxão que o serve há anos.

Depois de derrotar o exército de Haesten em Beamflot, outro perigo se aproxima: a mort
e de Alfredo, o Grande. Com a saúde extremamente debilitada, a qualquer hora o rei pode morrer e os dinamarqueses só pensam em se aproveitar desse momento para finalmente conquistar Wessex, depois de várias tentativas frustradas.

Para mim, o 6º livro das Crônicas Saxônicas não manteve o bom ritmo dos livros anteriores. Não que isso seja ruim, mas eu estava tão acostumado com aquela narrativa deslumbrante que não senti a mesma coisa com esse livro. Tirando esses contras, o resto ficou ótimo!

14 de set. de 2012

Resenha: Terra em Chamas - Bernard Cornwell


Título: Terra em Chamas
Original: The Burning Land
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #05
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 378
Editora: Record (janeiro de 2010)

Sinopse: O rei Alfredo está com a saúde debilitada. Seu herdeiro ainda é muito jovem. Seus inimigos, os dinamarqueses, fracassaram em tomar Wessex, mas agora a vitória parece iminente. Lideradas pelo brutal Harald Cabelo de Sangue, as hordas vikings atacam. Mas o rei tem Uhtred, que inflige aos vikings uma de suas maiores derrotas. O destino tem outros planos. Os dinamarqueses de Ânglia Oriental e os vikings da Nortúmbria pretendem conquistar toda a Inglaterra. A filha de Alfredo então implora pela ajuda de Uhtred e o guerreiro, incapaz de dizer não, toma a frente do exército derrotado da Mércia, rumo a uma batalha inesquecível num campo encharcado de sangue junto ao Tâmisa.

Depois de livrar Londres do domínio dinamarquês utilizando uma estratégia muito arriscada e tendo que fazer um novo juramento, dessa vez à Aethelflaed, filha do rei Alfredo (cada vez mais doente e próximo da morte), nosso herói precisa novamente defender Wessex, pois os vikings estão reunindo uma horda gigantesca, liderada desta vez por Harald Cabelo de Sangue, guerreiro poderoso que mata um cavalo a cada vez que vai para uma batalha, somente para banhar o seu cabelo em sangue puro e afugentar os seus inimigos.

"... Posso sentir a morte chegando, senhor Uhtred. É como uma emboscada. Sei que ela está ali e não posso fazer nada para evitar. Ela vai me levar e me destruir, mas não quero que destrua Wessex comigo."

O fim de Wessex parece iminente, mas os saxões tem Uhtred, que numa rica narrativa feita pelo autor Bernard Cornwell, consegue expulsar os dinamarqueses dos arredores de Farham, local da batalha onde Harald é derrotado e sai ferido. Segundo relatos históricos, essa foi uma das piores derrotas sofridas pelos vikings em sua tentativa de conquistar o reino inglês.

"... Você quer ser rei, por isso deve mostrar que merece. Comande. Faça o que não fez em Torneie, o que meu primo também não fez. Vá na frente do ataque. Não pode esperar que homens morram por você a não ser que esteja disposto a morrer por eles."

No 5º livro das Crônicas Saxônicas, podemos notar a importância que as mulheres tem na saga, podendo até mesmo mudar o destino de uma guerra, pois Gisela, mulher de Uhtred, acaba morrendo no parto (selecione o texto para ler). Então Skade, mulher que estava com Harald e que acaba sendo capturada por Uhtred, diz que na Frísia existe um tesouro guardado por um dragão e que lá nosso protagonista encontrará o ouro que precisa para capturar Bebbanburg.

O título do livro (Terra em Chamas) refere-se à Mércia, que está sendo atacada pelos dinamarqueses liderados por Haesten, dessa vez senhor de Beamflot, que agora possui uma nova fortaleza praticamente inexpugnável. Querendo ou não, todo amante de guerras deveria ler essa série. Cada minuto é crucial para se definir o lado vencedor e o autor soube muito bem como explorar isso.

Pontos fortes: a narrativa continua sensacional. Cada batalha é praticamente um acervo gigantesco de palavras muito bem inseridas no contexto!
Pontos fracos: pessoas com estômago fraco não devem ler a série este livro! Ainda bem que não é o meu caso...

Avaliação final: 4/5

As Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
2º livro - O Cavaleiro da Morte
3º livro - Os Senhores do Norte
4º livro - A Canção da Espada
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
9º livro - Warriors of the Storm
10º livro - Ainda sem nome
...

5 de set. de 2012

Resenha: A Canção da Espada - Bernard Cornwell


Título: A Canção da Espada
Original: Sword Song
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #04
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 350
Editora: Record


Sinopse: O quarto volume das Crônicas Saxônicas dá prosseguimento à saga de Uhtred, o guerreiro saxão relutante em se aliar a Alfredo, o Grande. Neste livro, ambientado cinco anos após os acontecimentos narrados em Os Senhores do Norte, o leitor é testemunha de como o exército de Alfredo expulsa os dinamarqueses de Londres. O reino de Wessex resistiu aos inúmeros e violentos ataques dos vikings. Agora, com Uhtred na liderança, os saxões do oeste dão início à campanha que culminará na fundação de um novo reino chamado Inglaterra.

Após ver a sua rixa com Kjartan chegar ao fim, Uhtred acha que poderá retomar Bebbanburg do controle de seu tio traidor. Isso acontece nesse livro? Mas é claro que NÃO! O autor Bernard Cornwell sempre nos reserva muitas surpresas e desta vez não foi diferente. Cinco anos se passaram desde a batalha em Dunholm e nosso protagonista é levado à Londres, onde os dinamarqueses, agora comandados pelos irmãos Erik e Sigefrid Thurgilson, ameaçam invadir toda Wessex.

"... E enquanto houver um reino nesta ilha varrida pelo vento, haverá guerra. Portanto não podemos nos encolher para longe da guerra. Não podemos nos esconder de sua crueldade, de seu sangue, do fedor, da malignidade ou do júbilo, porque a guerra virá para nós, desejemos ou não. Guerra é destino, e o destino é inexorável."

27 de ago. de 2012

Resenha: Os Senhores do Norte - Bernard Cornwell


Título: Os Senhores do Norte
Original: Lords of the North
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #3
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 347
Editora: Record (2007)

Sinopse: Depois de lutar ao lado do rei Alfredo na batalha que assegurou Wessex como único reino independente da Inglaterra, Uhtred decide retornar à Nortúmbria, em busca da irmã de criação. No entanto, o jovem encontra um cenário desolador, uma aterra assolada pelo caos e barbárie. Ele se alia então a Guthred, ex-escravo determinado a se tornar rei da Nortúmbria. Juntos, seguirão até Dunholm, em busca da cabeça do senhor viking Kjartan. 

Os dinamarqueses foram expulsos de Wessex após perderem a Batalha de Ethandun para os homens de Alfredo. Uma vitória magnífica dos saxões que acreditam que foi Deus quem ganhou a batalha, mas todos sabem que Uhtred e seus companheiros fizeram a maior parte do trabalho.

E agora, o que fazer? Uhtred tem uma rixa de sangue com Kjartan, o homem que assassinou Ragnar e sequestrou a sua irmã de criação, e também precisa recuperar Bebbanburg, que está sob comando de seu tio Aelfric.

"... Era o destino que me impelia. O ano era 878, eu tinha 21 anos e acreditava que minhas espadas poderiam me dar o mundo inteiro. Eu era Uhtred de Bebbanburg, o homem que havia matado Ubba Lothbrokson ao lado do mar e que havia derrubado Sven do cavalo branco de sua sela em Ethandun. Era o homem que dera a Alfredo seu reino de volta e o odiava. Por isso iria deixá-lo. Meu caminho era o da espada, e esse caminho me levaria de volta para casa. Eu iria para o norte."

Seguindo o mesmo ritmo da narrativa dos livros anteriores, Bernard Cornwell nos prende a atenção do começo ao fim do livro, pois nunca se sabe o que acontecerá ao virarmos a página e nos depararmos com o que as três fiandeiras estão aprontando com o destino de Uhtred, nosso guerreiro-herói.

"... Talvez eu também fosse como o visgo, só que tinha um dever. Tinha uma rixa de sangue para terminar."

Dessa vez, nosso protagonista terá que viver como escravo após uma traição inesperada e descobrirá que não há nada pior do que levar chicotadas e mais chicotadas e não saber se o sol nascerá para ele no dia seguinte. Como você pode ir imaginando, Uhtred reencontrará amigos (e fará novos) e antigos oponentes, que mudarão o seu destino para sempre.

Nesse 3º livro das Crônicas Saxônicas, temos o embate tão esperado contra Kjartan, o Cruel, agora dono de Dunholm, uma fortaleza considerada inexpugnável até o momento. Com a ajuda de Ragnar, Uhtred terá muitos desafios em seu caminho, mas como ele mesmo diz: "Sou um guerreiro da espada e tenho orgulho disso!".

Pontos fortes: a narração em primeira pessoa. Como eu estou mais ou menos na mesma idade que o personagem Uhtred, parece que sou eu brandindo a espada e abrindo a garganta de meus inimigos!
Pontos fracos: dos três primeiros livros, é o que possui menos partes de ação, que para mim é o que realmente interessa em um romance épico, mas não tira o brilho desse excelente livro.

Avaliação:

Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
3º livro - Os Senhores do Norte
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
9º livro - Warriors of the Storm
10º livro - Ainda sem nome
...

18 de ago. de 2012

Resenha: O Cavaleiro da Morte - Bernard Cornwell

Título: O Cavaleiro da Morte
Original: The Pale Horseman
Série: Crônicas Saxônicas/Saxon Stories #2
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 392
Editora: Record (2005)

Sinopse: "O Cavaleiro da Morte" é um belíssimo relato de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. O livro começa no dia seguinte aos eventos de O Último Reino, primeiro volume da série. São tempos terríveis para os saxões. Derrotados pelos vikings, Alfredo e seus seguidores sobreviventes procuram refúgio em Æthelingæg, a região a que ficou reduzido o reino de Alfredo. Aí, encobertos pela neblina, viajam em pequenos barcos entre as ilhas na esperança de se reagruparem e encontrarem mais apoio. Ao reunir o Grande Exército, os vikings têm apenas uma ambição: conquistar Wessex. Quando atacam em uma escuridão impiedosa, Uhtred se vê surpreendentemente do lado de Alfredo. Aliados improváveis: um rei cristão devoto e um pagão que vive da espada. Alfredo é um erudito; Uhtred, um guerreiro cheio de arrogância. No entanto, a desconfortável aliança é forjada e os conduzirá dos pântanos para a colina íngreme, onde o último exército saxão lutará pela existência da Inglaterra.

Ainda não leu a resenha de O Último Reino, 1º livro das Crônicas Saxônicas? Então não perca tempo, acesse este link e fique por dentro do que aconteceu no início dessa excelente série.

Narrado em 1ª pessoa, O Cavaleiro da Morte possui uma narrativa ainda mais intensa que a do livro anterior. Após vencer a batalha em Cynuit e matar Ubba Lothbrokson, nosso protagonista volta para sua casa no interior de Wessex e tenta retomar a sua vida, agora casado com Mildrith e pai de um garoto. Mal sabe ele que o destino está sendo tecido e a guerra o espera novamente...

Após uma nova investida dos vikings, o reino de Alfredo ficou reduzido apenas à Æthelingæg, região pantanosa localizada a sudoeste de Cippanhamm. Lá eles precisam reorganizar-se, pois os invasores estão formando um exército de grandes proporções, ainda liderados pelo já conhecido Guthrum, o Sem-Sorte, e agora com a ajuda do famoso Svein do Cavalo Branco, para conquistar de vez o último reino que ainda resta na futura Inglaterra, Wessex.

Drakkar à noite, por joaomachay

Nessa sequência, Uhtred está praticamente no ápice de sua arrogância como guerreiro, ainda mais após o seu desempenho na batalha de Cynuit. Ele tentará resolver praticamente tudo na porrada, o que acaba dando errado eventualmente, é claro. Nem só de uma boa lâmina afiada vive um homem de respeito, e o nosso protagonista aprenderá isso de diversas maneiras ao longo da série.

"Sabia que era idiota, sabia que provavelmente morreria se fosse de novo, mas éramos guerreiros e guerreiros não admitem ser derrotados. É reputação. É orgulho. É a loucura da batalha."
"Não se podia recuar de uma luta e permanecer como homem. Fazemos muita coisa nesta vida, se pudemos. Fazemos filhos, riqueza, juntamos terra, construímos castelos, juntamos exércitos e fazemos festins, mas só uma coisa sobrevive a nós. A reputação."

As mulheres também começam a fazer uma grande diferença na vida do saxão, sendo que algumas pistas são deixadas pelo autor acerca de um futuro não tão distante, onde o lado feminino da obra tomará conta e mudará drasticamente o rumo que Uhtred levará. Prestem atenção aos detalhes.

A relação de Uhtred com Alfredo também é muito explorada e rende bons momentos durante a leitura. Um guerreiro pagão que precisa obedecer a um cristão devoto? Não é toda hora que vemos isso por aí. A Igreja, como não poderia deixar de ser, continua incomodando Uhtred, e isso será uma constante em praticamente todos os livros das Crônicas Saxônicas.

"Mas eu odiava Alfredo. Odiava-o por ter me humilhado em Exanceaster quando me fizera usar manto de penitente e me arrastar de joelhos. E não pensava nele como meu rei. Ele era saxão do oeste e eu era da Nortúmbria, e acreditava que enquanto ele fosse rei Wessex teria pouca chance de sobreviver. Ele achava que Deus iria protegê-lo dos inimigos e eu achava que eles teriam de ser derrotados pelas espadas."

Bernard Cornwell surpreende-me positivamente livro após livro. Têm horas que me pego rindo e perguntando: "Como é que ele consegue fazer isso? Eu achei que nada ia acontecer depois disso e ele me prega essa peça?". Outros dirão que o destino é inexorável, afinal de contas.

Há sempre algo que não posso esquecer de falar quando o assunto é Bernard Cornwell: as descrições das paredes de escudos são simplesmente sensacionais! Querem ver como não estou mentindo?

"Então chegou o medo. A parede de escudos é um lugar terrível. É onde o guerreiro ganha reputação, e reputação é importante para nós. Reputação é honra, mas para obter essa honra o homem deve ficar na parede de escudos, onde a morte campeia. Eu estivera na parede de escudos em Cynuit e conhecia o cheiro, o fedor da morte, a incerteza da sobrevivência, o horror dos machados, espadas e lanças, e o temia. E ele estava chegando."

É impossível não gostar de um livro com várias descrições tão ricas como essa. Bernard Cornwell nos coloca dentro do campo de batalha e nos faz sentir na pele o gosto amargo do sangue, como vocês verão no final do livro, onde a famosa Batalha de Ethandun é retratada.

Se você é fã de batalhas, sinta-se obrigado a ler Crônicas Saxônicas. Não perca tempo!

Pontos fortes: TUDO! A narrativa empolgante, as paredes de escudos, o destino inexorável...
Pontos fracos: eu sou um pouco suspeito para falar dos livros do Bernard, pois são sensacionais. Ainda estou tentando achar outro autor que narre tão bem as batalhas como ele, mas está difícil.

Avaliação:

Crônicas Saxônicas:

1º livro - O Último Reino
2º livro - O Cavaleiro da Morte
3º livro - Os Senhores do Norte
4º livro - A Canção da Espada
5º livro - Terra em Chamas
6º livro - Morte dos Reis
7º livro - O Guerreiro Pagão
8º livro - O Trono Vazio
9º livro - Warriors of the Storm
10º livro - Ainda sem nome
...

E vocês, também gostariam de estar em uma parede de escudos? Acredito que, como bons desbravadores, a resposta seja sim, certo? Então não esqueça de deixar aqui o seu comentário a respeito da resenha. Um abraço a todos os leitores do blog!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...